EPILOGO
XXXII
Epilogo
Paroxismos da luz! tristes cantares!
Sahis da treva, em treva esquecereis!
Romanticos leitores não choreis;
Poupai-vos para os vossos máos azares.
Se navegaes por bonançosos mares,
De subito, no azul do ceu vereis
A nuvem que se rompe nos parceis
De imprevistas borrascas de pezares.
Disse Henry Heine, o cego: «Não lastimem
«As lancinantes magoas que me opprimem...
«Espere cada qual chorar por fim.»
E eu, que tanto carpi os condemnados,
Os cegos—os supremos desgraçados!—
Já lagrimas não tenho para mim!