V

Que liquido fulgor dos negros olhos!
Que fartas tranças de lustroso ebano!

Junto á fonte mourisca, entre os ulmeiros,
A cavalgadura pára...





Lagrimas irrepresas lhe rebentam,
Arfa o arnez c'o soluçar ardente!...

Ora, quem te vê solitaria,
Torre de Santa Ireneia...

Todo alegre, e a mão no cinto.
Junto da Signa Real,
Gritando ás naus—«Amainae
Por El-Rei de Portugal!...»

—Velha casa de Ramires,
Honra e flor de Portugal!