O Asylo da Conquinha
Fica este asylo a breve distancia de Torres, uns vinte minutos de agradavel passeio a pé. Segue-se a estrada da Varzea, entra-se no amplo valle, vestido de culturas, arvoredos fructiferos, bellos vinhedos; ao lado da estrada fica um edificio moderno de aspecto alegre e confortavel, convidativo, é o asylo de S. José; como o sitio se chama a Conquinha, é vulgarmente conhecido por este nome. Santa instituição! Foi este asylo fundado e dotado pela benemerita D. Maria da Conceição Barreto Bastos, fallecida em 21 de maio de 1901. Velhinhos impossibilitados de trabalhar encontram aqui agasalho e sustento, abrigo tranquillo nos seus ultimos annos de vida.
A casa é cercada por ampla quinta bem cultivada com seus jardins floridos, e bellas arvores de fructa. Tudo muito asseiado e confortavel; mais me agradou ainda o ar satisfeito dos asylados, felizes naquelle ninho de caridade. A fundadora instituiu tambem uma escola, na villa, para meninas, com ensino gratuito; a sua memoria deve ser abençoada; o seu nome gravado no marmore dos benemeritos, e no coração de todos os que veneram estes bons exemplos do incondicional altruismo christão. Quando alli estive, visita casual, era gerente ou director do asylo, o sr. conego prior Antonio Francisco da Silva, cujo nome ouvi cercado pelos asylados da Conquinha com palavras de respeito e gratidão.