JOÃO DE DEUS


A Anthero do Quental

Sempre que o leio, sinto-me captivo

De um não sei quê, de infinda suavidade,
E entram commigo uns longes de saudade,
Que me deixam sizudo e pensativo.

Sonho: quizéra, em triste soledade,

Viver das gentes apartado e esquivo,
E erguer-me a esse planeta primitivo
Onde resplenda a eterna mocidade.

Já o seu nome é tão suave e brando,

Tão eufonico, meigo e delicado,
Que fica nos ouvidos suspirando...

Diz a lenda que vive descuidado,

Ramos tecendo, e flores emmoitando,
Da Chymera nos seios reclinado.