XXII


Chorei: sonhava e era comtigo, estavas

Morta num cemiterio, fria, fria...
E, ao despertar, senti que o pranto, em lavas,
De meus cançados olhos escorria.

Chorei: sonhava e era comtigo, rosa;

Havias-me, sem dó, abandonado:
E, ao despertar da noite tormentosa,
Tinha o rôsto de lagrimas banhado.

Chorei: sonhava, e era comtigo, ó linda!

Dizias-me, a sorrir, «como eu te adoro!»
Desperto, e logo numa angustia infinda,
Eis-me a chorar de novo e ainda choro!