A alquimía da Influência
Se os acontecimentos mudam os homens, muito mais o farão os seus próprios semelhantes. Não ha pessoa alguma que encontrando outra na rua, lhe não cause alguma impressão. Dizemos que trocamos palavras quando nos encontramos; o que nós trocamos são almas. E quando a convivência é muito íntima e frequente, tão completa é esta troca, que traços bem reconheciveis duma alma começam a aparecer na outra, que do seu lado tambem sente, que outro tanto deve á sua congénere. Quem não tem presenciado a misteriosa aproximação de duas almas? Quem não tem observado um velho par, que, de mãos dadas, veio pela vida abaixo fazendo a sua peregrinação, tão satisfeitos, tão mutuamente confiantes, que os seus próprios rôstos se assemelhavam? Não eram duas almas, mas uma alma compósita. A qualquer dos dois que se falasse, ter-se ia empregado as mesmas palavras; qualquer dos dois que respondesse, diria aproximadamente o mesmo. O reflectir constante de meio século tinha-os tornado assim: ficaram uma e a mesma imagem. É pela lei da Influência que nos tornamos semelhantes àquêles que admiramos; os dois velhos conjuges assemelharam-se por se terem admirado constantemente. Esta lei mantêm-se na literatura, na história e na biografia. Havia em Jonathan traços de David, e em David traços de Jonathan. Jean Valjean, na obra prima de Victor Hugo, é o Bispo Bienvenu resurgindo dos mortos. A metempsicose é um facto. O que Jorge Eliot quiz dizer ao mundo foi que os homens e as mulheres produzem outros homens e outras mulheres. Nem significa outra coisa a familia, que é o berço da humanidade. A própria sociedade não é mais do que um ponto onde convergem estas fôrças omnipotentes para realizarem a sua obra. É, em resumo, sobre a doutrina da Influência, que é construida toda a vasta pirâmide da humanidade.
Mas estava reservado a S. Paulo fazer a aplicação suprêma desta lei. Foi arrojada a ilação que êle teve que fazer, mas não era espírito que hesitasse; êle próprio era um ente transformado, e sabia perfeitamente o que nêle tinha operado essa transformação—Jesus Cristo. Encontráram-se um dia na estrada de Damasco, e desde aquela hora foi a sua vida absorvida pela de Cristo. O efeito não podia deixar de dar-se—nas palavras, nas acções, na carreira e na crença. As «fôrças determinantes» fizeram a sua obra vital: tornaram-no como Aquêle que êle tinha amado constantemente. «Assim nós todos, escreve êle, reflectindo como um espelho a gloria de Cristo, somos transformados na mesma Imagem.»
Não podia haver nada mais simples, mais inteligível, mais natural, e ao mesmo tempo mais sobrenatural. É uma analogia dum facto de todos os dias. Visto sermos o que somos pelo contacto daquêles que nos rodeiam, quem se rodeiar dos entes mais elevados, tornar-se ha mais elevado tambem. Ha homens e mulheres em cuja companhia nos sentimos melhor do que noutra qualquer; e emquanto estamos junto dêsses entes, nem temos pensamentos baixos, nem dizemos coisas mesquinhas: só a sua presença nos eleva, nos purifica, nos santifica. Todos os melhores registros da nossa natureza são pela sua convivência postos em acção, e resôa-nos dentro da alma uma música que nunca lá haviamos ouvido. Suponde que essa influência se prolongaria um mês, um ano, a vida inteira, o que se não tornaria a vida então? Ha aqui sobre a comum superfície da vida, falando a nossa lingua, andando pelas nossas ruas, trabalhando ao nosso lado, verdadeiros santificadores de almas; ha aqui o Céu a penetrar pelo mísero barro terreno; e ha energias, que embora usando de simples meios temporais, estão repletas da virtude da regeneração! Se o viver com criaturas humanas, que só possuem diluída no milionéssimo grau a virtude do Altissimo nos póde elevar e purificar, que limites poderão ser postos á influência de Cristo? Viver com Sócrates—com a face descoberta—havia de nos fazer sábios; com Aristides, havia de nos fazer justos; com S. Francisco de Assis, mansos; e com Savonarola, fortes; mas ter vivido com Cristo, havia de nos ter feito como Cristo—isto é—Cristãos.
E na realidade viver com Cristo produziu êsse efeito. Produziu-o no caso de S. Paulo; e durante a vida de Cristo foi esta experiência demonstrada duma fórma ainda mais evidente. Alguns homens rudes, sem amenidade alguma de espírito, foram admitidos no circulo íntimo dos Seus amigos. A mudança principiou imediatamente, quasi que podemos ver como os primeiros discípulos progridem dia a dia. Primeiramente alastra-se por sobre êles uma sombra tenuissima do caráter de Cristo. Depois, começam de longe em longe, a dizerem ou a fazerem coisas que não teriam dito nem feito, se ali não vivessem. Vai-se tornando nêles cada vez mais profundo o encanto da vida de Cristo. Toda a sua indole vai pouco a pouco sendo submetida, dulcificada, santificada: as suas maneiras embrandecem, as suas palavras adóçam-se, o seu proceder torna-se mais generoso. Como andorinhas que encontram o verão, como botões de flôr enregelados que a primavera vivifica, expande-se em vida mais ampla a sua humanidade sequiosa! Sem saberem como, tornam-se diferentes e acabam por se achar, nos gestos e nas acções, semelhantes ao seu Mestre. Não pódem compreender como isso foi; ninguem lhes disse para o fazerem, fizeram-no êles instinctivamente. Mas aquêles que os observam, sabem donde isso lhes veio, e murmuram em segrêdo—«estiveram com Jesus». Já se nota nêles o cunho e o aspecto do caráter do seu Mestre—«estiveram com Jesus». Fenómeno sem igual que êstes pobres pescadores fizessem lembrar Jesus Cristo! Estupenda vitória e mistério da regeneração que homens mortais façam lembrar ao mundo—Deus!
Quasi que nos enternece a maneira como os Seus contemporâneos e especialmente S. João falam da influência de Cristo. S. João vivia numa perpétua admiração: estava subjugado, assombrado, extasiado, transfigurado! Segundo o seu espírito era impossivel que alguem que estivesse debaixo desta influência voltasse a ser o que era. «Todo aquelle que permanecer junto d’Elle, não pecca.» Era-lhe inconcebível o pecar, tão inconcebível como manter-se o gelo debaixo do sol ardente, ou coexistir a escuridão com a luz do meio-dia. Se alguem pecasse, era para S. João a prova de que nunca havia encontrado a Cristo. «Todo aquelle que peccar não o vio nem O conheceo.» Na presença de Cristo o pecado intimidáva-se, secávam-se-lhe as raizes, desapareciam para sempre o seu domínio e vitória.
Mas êstes eram contemporâneos de Cristo; era-lhes facil serem influenciados por Ele, pois estavam todos os dias e todo o dia juntos. Porem nós, como é que havemos de reflectir aquilo que nunca vimos? Como póde todo este assombroso resultado ser produzido por uma Memória, pela mais mesquinha das Biografias, por alguem que viveu e deixou êste mundo ha dezenove séculos? Como poderão os homens modernos fazer hoje de Cristo, de Cristo ausente, o seu mais constante companheiro? Responderêmos que a amizade é uma coisa espiritual, independente da Matéria, do Espaço e do Tempo. O que eu amo no meu amigo não é aquilo que vejo; o que do meu amigo tem influência em mim, não é o seu corpo, mas o seu espírito. Teria sido verdadeiramente inefável ter vivido naquêle tempo!
Rompe suave e rósea a madrugada ...
Tinge-se o Céu de tons turqueza e oiro ...
E já o bom Jesus
Níveo, radiante e loiro,
Como um halo de luz,
Resurge ao longe na florída estrada ...
Ségue-O festiva e imensa multidão ...
Por onde passa, ajoelham, lançam flôres;
E em todos os caminhos
Se lhe juntam mulheres, velhos, pastores ...
Até crianças vão,
Quais tenros cordeirinhos,
Tocar-Lhe a túnica, beijar-Lhe a mão ...
Mas os apóstolos, com gesto rude,
Zelosos correm sobre os meninos
Para afastà-los e livrar Jesus ...
Porêm Ele implora-lhes numa atitude
Que ao mais cioso e pertinaz seduz:
«Deixai, oh! filhos meus,
Que até Mim venham os pequeninos!
Pois só dos inocentes
Como êstes doces entes
É o Reino dos Céus!
Para quê afastà-los ...
Se para obtermos a mansão de Deus
Só temos que imità-los?»
Teria sido inefável ter vivido naquêle tempo! E todavia se Cristo tivesse de voltar ao mundo, poucos seriam os que teriam a probabilidade de O verem. Ha milhões de vassalos nêste pequeno país, que nunca viram o seu rei; e haveria milhões de vassalos de Cristo que se Ele aqui estivesse, nunca chegariam a poder falar-Lhe. A nossa intimidade com Ele é, como toda a verdadeira intimidade, uma comunhão espiritual. Toda a amizade, todo o amor, humano e divino, é puramente espiritual. Foi depois da sua Ressurreição que Ele teve maior influência, mesmo nos Seus discípulos; por isso não obsta verdadeiramente a reflectirmos o caráter de Cristo o não termos jámais estado com Ele em contacto visível.
Havia uma vez uma donzela, dotada de um caráter tão bondoso e perfeito, que era o enlevo de todos que a conheciam. Pendia-lhe do colo uma medalha de oiro, que ninguem tivera jámais a permissão de abrir. Um dia porêm, num momento de insólita confiança, deixou que uma amiga sua tocasse na mola da medalha e viesse a conhecer o segrêdo que ela encerrava. Estavam lá escritas estas palavras—«a quem eu amo, não o tendo visto.» Era êste o segrêdo da sua bela vida. Tinha sido transformada na mesma Imagem!
Ora isto não é imitação, mas uma coisa muito mais profunda. A diferença no processo, bem como no resultado, pode ser tão grande, como a que existe entre a fotografia obtida pelo infalível lapis do sol e os cortornos rudes traçados pelo giz dum rapaz da escola! A imitação é mecânica, o reflexo orgânico; uma é ocasional, o outro habitual. Num caso, o homem aproxima-se de Deus e imita-O; no outro, aproxima-se Deus do homem e imprime-se nêle!
«Fazei de Cristo o vosso companheiro mais constante»—é o que isto para nós significa na prática. Permanecei mais sob a Sua influência do que sob outra qualquer influência! Dez minutos passados todos os dias na Sua companhia, dois mesmo, se forem face a face e com o coração aberto, tornar-vos hão diferente o dia inteiro. Cada caráter tem a sua mola íntima; que seja Cristo essa mola! Cada acção tem uma nota tónica; que seja Cristo essa nota! Recebestes hoje uma certa carta, e immediatamente vos puzestes a escrever a resposta, que quasi incendiou o papel. Amontoastes nela os adjectivos mais crueis que sabieis, e enviastes essa carta, sem receio da obra desoladora que ela ia executar. Fizéste-lo, porque a vossa vida estava pósta em clave errada. Tinheis começado o dia com o espelho colocado em má posição. Amanhã, quando surgir o dia, voltai para Ele o vosso espelho, e todo o vosso aspecto mudará, até mesmo para o vosso inimigo. Seja o que fôr que fizerdes, haverá uma coisa que não poderieis ter feito—escrever aquela carta. Pode o vosso primeiro impulso ser o mesmo, pode a vossa opinião ser identica, mas se tentardes escrevê-la, a tinta secar-se-vos ha na penna e ficareis sem vos vingardes; mas ficareis tambem maior, mais Cristão! Durante todo o dia prestarão as vossas acções, mesmo nas suas mais ínfimas minudências, homenagem àquela visão da manhã. Ontem, pensastes principalmente em vós; hoje, se encontrardes pobres, darlhes heis de comer. Os que forem desamparados, os que estiverem tristes, os que íam sucumbir á tentação, reunir-se hão em volta de vós, e a todos acarinhareis. Onde estava toda esta gente ontem? Onde estão hoje, mas não os vieis; é á luz reflexa que se veem os desgraçados. A vossa alma não está hoje no logar habitual: «estão visiveis as coisas que se não veem.» Ha algumas horas que estais vivendo a Vida Eterna; pois a vida eterna, a vida da fé, é simplesmente a vida considerada mais elevadamente. A fé não é mais do que uma atitude, um espelho pôsto no logar devido.
Quando o dia terminar, e á noite vos puzerdes a examinà-lo, admirar-vos heis do que fizestes. Não dareis por terdes procurado, imitado ou sacrificado qualquer coisa, dareis por Cristo, dareis por Ele ter estado convôsco, por sem coacção terdes sido coagido, por a revolução se ter efectuado sem emprêgo de fôrça, sem ostentações, sem alarido. Não vos felicitareis de terdes feito alguma grande proeza, conseguido grande êxito pessoal, ou acumulado um fundo de «experiência Cristã» para tornardes a obter o mesmo resultado; o que sabeis é que existe a «glória» do Senhor. E o mundo fica-o tambem sabendo, se o resultado fôr verdadeiro; porque a olharmos para um espelho, não é o espelho que vêmos, nem é nêle que pensamos, mas naquilo que êle reflecte. O espelho só chama a atenção sobre si, quando ha nêle algumas manchas.
Que isto é real, e não imaginário, que esta vida é possivel aos homens, e que ha presentemente alguem que a viva, é simplesmente um facto biográfico. Dentre mil testemunhos não posso deixar de citar um. As palavras seguintes são duma das mais altas inteligências do século dezenove, dum homem que como poucos suportou o pêso dos encargos do seu país, e que, não no crepusculo da velhice, mas em todo o esplendor da sua glória, fez ao mundo a confissão que passo a citar com pouquissimas omissões.
«Desejo esta noite falar um pouco, mas êsse pouco que desejo falar, é do sagrado nome de Cristo, que é a minha vida, a minha inspiração, a minha esperança e o meu apoio. Não posso deixar de me deter a olhar para o passado. E desejo dar testemunho, como se nunca o houvera feito, de que é, não só pela graça de Deus, mas pela graça de Deus manifestada em Jesus Cristo, que eu sou o que sou. Reconheço a sublimidade e a grandeza da revelação de Deus, como Eterno Pai de nós todos, como Aquêle que fez os Céus, que fundou a terra, e que olha por todas as tribus da terra, abrangendo-as na Sua universal misericordia, mas é o Deus que Se manifesta em Jesus Cristo, que Se revela pela Sua vida, que Se dá a conhecer pelos Seus sentimentos, pelas Suas palavras, e pelos Seus actos, é êsse Deus que eu desejo confessar esta noite, e de quem desejo dizer: “pelo amor de Deus em Jesus Cristo, eu sou o que sou.„
«Se me perguntardes precisamente o que quero dizer com isto, direi francamente, que mais do que a para mim valiosa influência de meu pai ou de minha mãe, mais do que a influência social de todos os membros da casa de meu pai, e, tanto quanto o posso dizer e sentir, mais do que todas as influências sociaes de todos os géneros, foi Cristo que formou e modelou o meu espírito. Os meus ideais ocultos do que é belo provieram-me de Cristo, bem como quasi todos os meus pensamentos do que é viril, nobre e puro. Ha muitos homens que se teem educado a si próprios lendo as Vidas de Plutarco, e pondo na sua frente um ou outro daqueles varões ilustres que em diversas épocas adquiriram celebridade; e reconheceram que êsses homens célebres tiveram nêles verdadeiro poder. Eu por mim não tenho a consciência de qualquer poeta, filósofo, reformador, general, ou outro qualquer grande homem ter permanecido na minha imaginação e no meu pensamento como o puro e singelo Jesus Cristo. Ha mais de vinte e cinco anos que instintivamente recorri a Cristo afim de obter a medida e a regra para todas as minhas acções. Todas as vezes que me tem sido necessário, tenho procurado—e por ultimo quasi espontâneamente—refugiar-me na Sua intimidade, e nos primeiros tempos via-O pela fôrça da imaginação, em frente de mim, a fixar-me, meigo e sereno. Parecia quasi deslisar da Sua face a influência que me indicava o verdadeiro meio de dominar a ira, de submeter o orgulho e de vencer o egoïsmo; e foi de Jesus Cristo manifestado á minha concepção íntima, que eu hauri mais ideais, mais modêlos e mais influências, do que doutro qualquer caráter humano.»
«E ainda ha mais. Sinto que é de Jesus Cristo que tem emanado cada pensamento que me torna o Ceu em realidade e que me suavisa a estrada que ha entre mim e o Ceu. Todas as minhas concepções dos progressos da graça na alma, todos os passos pelos quais a vida divina se desenvolve, todos os ideais que pairam por sobre a esfera bemaventurada que nos aguarda alêm da campa—tudo isto me tem sido transmitido do Salvador. A vida que agora vivo na carne, vivo-a tambem pela fé do Filho de Deus.»
«E ainda não é tudo. A pesar do meu futuro incluir todos êstes elementos que me vão fazer da vida terrena um conjunto deleitoso, o que o verão é, comparado com todos os seus produtos terrenos—flores, folhas e ervas—é Cristo, comparado com todos os Seus produtos no meu espírito e na minha alma. Todas as virentes flores e folhas da símpatia, todas as alegrias exuberantes que do meu coração de Cristão brotam presentemente e hão de ainda vicejar no futuro, são para mim o que as flores e as folhas do verão são comparadas com o sol que vivifica o verão. Cristo é o Alfa e o Omega, o princípio e o fim da minha vida mais elevada!»
«Quando leio a Bíblia, aproveito muito do Velho Testamento e das passagens do Novo Testamento devidas a S. Paulo, mas a pesar de tudo, sinto que para mim o fruto da Bíblia é Cristo. É por isso que a leio, por isso que a acho digna de ser lida. Tenho sentido verdadeira sêde de ser amado de Cristo. Todos vós sabeis o que é ter sêde de amor; o nosso coração não fica satisfeito emquanto não obtêm mais do ente estremecido. Tem havido ocasiões em que tenho tido uma sêde inexprimível do amor de Cristo. Nunca é forte a minha percepção do pecado, quando penso na lei, mas é forte, quando penso no amor—se é que ha diferença entre lei e amor. Quando me aproximo de Jesus Cristo e desejo ardentemente ser amado, é que sinto mais vivamente a minha asimetria, a minha imperfeição e a minha carência absoluta de merecimentos e de virtudes. O caráter e o proceder nunca se me representam tão claramente, como quando em silencio me curvo na presença de Cristo, revelada não em cólera, mas em amor, e nunca ambiciono tanto ser amável, para poder ser amado, como quando tenho presente esta revelação de Cristo.»
«Ao examinar aquilo que tenho experimentado, a parte da minha vida que mais me salienta, e de que me lembro com maior vivacidade, é exactamente aquela que de alguma fórma tem andado ligada a Cristo. Tudo o mais é palido e frouxo, como que nuvens a encobrirem o horizonte! Doutrinas, sistemas, medidas, métodos, como quer que se chame a necessária parte mecânica e externa da adoração;—a parte que os sentidos reconhecem—tudo parece ter emurchecido e caído, como cáiem as folhas quando o verão findou; mas a parte que me ligou poderosamente a Cristo, essa permanecerá.»
Pode alguem ouvir esta música, com a impressionante repetição do nome de Cristo, e ficar insensível á emulação, ou ao desejo de o imitar? E antes de vivermos assim, ainda não tinhamos vivido.