Scena IX.

D. Affonso, Coelho, Pacheco, e o Embaixador.

Emb. A Filha do meu Rei, que te saúda, Já dos Dominios teus piza as fronteiras; Mas o boato geral de que teu filho, Por violenta paixão allucinado, De Beatriz ao consorcio se recusa, Aos ouvidos chegou do meu Monarcha, Que me ordena te diga, e te assegure, Que se com tal repulsa, em seu desdouro, O Tractado solemne for violado, (O que elle não espera) dignamente Saberá sustentar a toda a força O decoro da filha, e do seu Throno.

Af. Dize da minha parte ao teu Monarcha, Que para dissipar seus vãos receios, Bastaria lembrar-se que os Reis Lusos, Fidelissimos sempre, seus Tractados Sabem desempenhar: não porque temão, Quaesquer que sejão, estrangeiras forças; Mas por dever, por gloria, e por costume. E para lhe mostrar como procedo, Hoje mesmo desterro de meus Reinos, E á sua guarda entrego Ignez de Castro, Que elle julga estorvar da Infanta as nupcias. Podes certificar-lhe, que consorte Ha de meu Filho ser da Filha sua.

Emb. Nem era de esperar que hum Rei tão sabio Procedesse jámais d'outra maneira, Prompto vou expedir ao meu Monarcha A plausivel resposta, que lhe envias.