D. Joaõ V. vigesimo quarto Rey.
152 Por falecimento do Senhor Rey D. Pedro II. de saudosa memoria lhe succedeo no Throno seu filho ElRey D. Joaõ V. tendo dezasete annos de idade, contados desde 22 de Outubro de 1689, em que nasceo na Cidade de Lisboa. Foy acclamado no primeiro de Janeiro de 1707, felicitando-lhe com repetidos obsequios a exaltaçaõ à Coroa naõ só os seus vassallos, mas todos os Principes da Europa.
153 Começando logo a dirigir suas acções pelo caminho, e maximas da herocidade, ratificou a grande alliança, que ElRey seu pay celebrara contra Hespanha; mas esta liga fez experimentar ao nosso exercito em 25 de Março de 1707 a mesma fortuna das Tropas alliadas: porque depois de termos vencido valerosamente a batalha de Almança na fronteira do Reino de Valença, melhorou o inimigo com tanta vantagem os seus esquadrões, que o Duque de Baruvic nos prizionou treze Regimentos à custa de hum grande destroço da sua gente.[734]
154 No seguinte anno de 1708, elegendo S. Magestade para esposa a Serenissima Archiduqueza Dona Maria Anna de Austria, filha do Imperador Leopoldo I. nomeou ao Conde de Villar-Mayor por Embaixador extraordinario à Corte de Viena para esta negociaçaõ; e conduzida a Serenissima Rainha pelo mesmo Conde, chegou à barra de Lisboa em 26 de Outubro do mesmo anno, e a 22 de Dezembro fez sua entrada publica por entre dezanove arcos triunfaes custosamente ornados, e hum innumeravel concurso de gente, que com as repetidas demonstrações de alegria faziaõ aquella funçaõ mais plausivel, e vistosa.
155 A guerra com Castella hia continuando, em que os nossos Generaes davaõ evidentes provas do seu valor, e sciencia em varios choques, cercos, e outros movimentos bellicos, recuperando algumas Praças, que o inimigo nos havia usurpado, quando tudo se suspendeo pelo Tratado da paz, que entre as tres Coroas de França, Hespanha, e Portugal se celebrou na Cidade de Utreck em o anno de 1713, e se publicou em Lisboa a 6 de Abril de 1715.
156 Estabelecida assim a paz no Reino, fez a vigilancia de Monarca taõ augusto, que nas terras do seu dominio prosperamente florecessem, e se gozassem os frutos da mesma paz por meyo de utilissimas leys, extincçaõ de abusos, perfeição de costumes, e outras muitas disposições produzidas da sua perspicaz advertencia, e Regios pensamentos. O zelo da Religiaõ, o amor das letras, a observancia da justiça, o cuidado, e cultura da sua Monarquia foy todo o seu desvelo. . 157 Do zelo, culto, e respeito da Religiaõ sobejaõ provas, e testimunhos; pois bastando o incansavel excesso, com que se empregou o seu generoso, e pio animo, à maneira de outro Salomaõ, nas sumptuosas fabricas de Templos divinos, fazendo contribuir para elles os mais preciosos marmores nobremente pulidos, parecendo-lhe ainda pouca toda a profusaõ do dispendio, excedeo a todo este cuidado o incessante desejo, e a incansavel ancia de engrandecer, e augmentar cada vez mais o obsequio, e respeito da mesma Religiaõ, e a formalidade magestosa de seus ritos, e cultos.
158 Este projecto naõ só Christianissimo, mas Regio, o elevou à generosa obra da erecçaõ da Santa Igreja Patriarcal, onde vemos entre a pomposa grandeza, e reverente devoçaõ celebraremse os Officios divinos, e todas as funções Ecclesiasticas perfeitissimamente, ornando este excellentissimo Collegio Patriarcal de pessoas mais esclarecidas em sangue, e letras, a que conferio muitas preeminencias, e honras, e a que ajuntou grandes rendas, conforme a jerarquia das suas Dignidades. E para que a grandeza, e jurisdiçaõ desta Santa igreja fosse mais ampla, fez supprimir o Arcebispado de Lisboa Oriental pela Bulla do Santissimo Papa Benedicto XIV. intimada no primeiro de Setembro de 1741, ficando desde entaõ havendo hum só Cabido Patriarcal em todo o territorio, e Diocese de Lisboa, que até este tempo estava dividida em dous Arcebispados, erigindo tambem nos Paços dos antigos Arcebispos de Lisboa hum Seminario para se educarem os estudantes, que houverem de servir na Santa Igreja Patriarcal.
159 Incitado do mesmo zelo da Religiaõ, e a rogos do Summo Pontifice Clemente XI. mandou o nosso magnanimo Rey duas vezes soccorrer Italia contra o formidavel poder Othomano, devendo-se à esquadra Portugueza, que se compunha de seis náos de guerra, dous burlotes, e huma tartana, a gloria de embaraçar ella só a terrivel força de vinte e duas sultanas, e outras tantas náos de Barbaria, com que o Graõ Baxá vinha sobre Corfú, e Veneza, fazendo o terror das nossas armas retirallo injuriosamente para a Moréa com a perda de cinco mil Turcos; e deixando desassombrados, e seguros os portos naõ só daquella Republica, mas de toda Italia em Agosto de 1717, ficou nosso Monarca na vitoria deste conflicto naval constituido arbitro dos que o tem sido do mundo.[735]
160 O amor das letras se vê na util erecçaõ da Academia da Historia, que teve o seu principio em 8 de Dezembro de 1720, compondo-a dos homens mais eruditos do Reino, e a cujas Conferencias permittio a honra da sua Real presença repetidas vezes. Para a celebre Academia dos Arcades, que ha em Roma, comprou novo domicilio, para se fazerem as suas assembleas com melhor commodidade. Em todas as Provincias do Reino ordenou que houvessem Academias militares, para que florecesse a sciencia Mathematica; e para a da Jurisprudencia erigio tambem na Universidade de Evora tres Cadeiras do Direito Civil, e duas do Canonico, excedendo para prova deste affecto naõ só o amparo, que os eruditos achavaõ na sua benignidade, nem a grande collecçaõ de livros selectos, com que formou huma das mayores Bibliothecas da Europa, mas a vasta comprehensaõ das mesmas sciencias, e a continua liçaõ dos mesmos livros.
161 Naõ he possivel caber na curta esfera deste Mappa a expressaõ de acções taõ grandes, que obrou ElRey D. João V.: os maravilhosos edificios de Templos, Palacios, e casas de campo; a utilissima, e sumptuosa construcçaõ do aqueducto de Lisboa; o desafogo das suas ruas; a melhor commodidade da navegaçaõ do Tejo; a introducçaõ de novas fabricas; o augmento dos arsenaes; e sobre tudo o da propagaçaõ da Fé em todas as suas Conquistas, com a recta observancia da justiça, saõ acções taõ notaveis, e tantas, que justamente poderá questionar a posteridade, se foraõ obradas por hum só Heroe, ou por muitos: mas que muito se no augusto, e magnanimo peito deste Monarca residiaõ juntos elevadamente os espiritosos brios de todos os Monarcas Lusitanos, e de fórma o animavaõ, que o faziaõ exceder a todos;[736] ajuntando-se a todos estes dotes a magestosa presença, e bem proporcionada estatura de seu galhardo corpo, que, ainda disfarçado, mal podia encubrir o respeito de Soberano.
162 Com toda esta felicidade padeceo todavia ElRey a 10 de Mayo de 1742 hum fortissimo ataque de paralysia, que lhe debilitou a parte esquerda do corpo; mas com os banhos das Caldas, chamadas da Rainha, para onde foy em 9 de Julho do dito anno, e com a applicaçaõ de outros remedios adquirio alguma melhoria, mas naõ aquella total saude, que os seus vassallos desejavaõ. Assim foy continuando com grande constancia de animo o prolongado tormento da sua queixa, que sem embargo de lhe embaraçar os passos para andar, naõ lhos pode impedir ao progresso da sua devoçaõ, e piedade.
163 Com esta assistia de continuo na tribuna da Santa Igreja Patriarcal, adorando, e deprecando a Deos nos muitos sacrificios de Missas que ouvia, e Officios que rezava. A elle devem as Almas detidas no Purgatorio o grande suffragio, que por indulto Apostolico obteve da Santidade de Benedicto XIV. expedido em Roma aos 21 de Agosto de 1748, para que no dia da Commemoraçaõ dos Fieis defuntos podessem todos os Sacerdotes dos seus dominios celebrar tres Missas. Este grande animo, e fervor de espirito, com que favorecia as Almas, foy nelle sempre inseparavel, dispendendo caritativo no frequente beneficio dos seus suffragios grosso, e innumeravel cabedal. Destas acções taõ pias, e magnanimas persuadido o Pontifice Benedicto XIV. lhe concedeo a 23 de Dezembro do mesmo anno de 1748 para si, e seus successores o titulo de Fidelissimo.
164 Chegando finalmente o prazo ultimo de seus dias, os terminou em Lisboa aos 31 de Julho de 1750, e foy viver na Bemaventurança em premio das virtudes que exercitou; tendo-se primeiramente disposto, e preparado como Catholico com todos os Sacramentos da Igreja. Jaz seu corpo no Templo de S. Vicente de Fóra.
165 A inclyta Naçaõ Portugueza deu ao publico em Roma numa demonstraçaõ do seu reverente obsequio à saudosa memoria de taõ grande Monarca: celebrou na Real Igreja de Santo Antonio as solemnes exequias com aquella magnificencia, e esplendor, que eraõ devidas às excelsas prerogativas de hum Principe taõ benemerito da Sé Apostolica: para isto fez erigir hum sumptuoso Mausoleo com engenhoso artificio pela idéa do Architecto Portuguez Manoel Rodrigues dos Santos, ornado de primorosas figuras, medalhas, e epigrafes; concluindo-se todo o apparato lugubre com a seguinte inscripçaõ:
JOANNI V.
Lusitaniæ Regi Fidelissimo,
Pio, Victori, Pacifico.
Christianæ rei ubicumque terrarum Orbi, & Gentium
Propagatori.
Bonarum artium, omniumque Disciplinarum
Parenti vindici, Mæcenati munificentissimo.
Qui
Feralibus bellorum dissidiis, aut consilio restinctis,
Aut virtute sublatis,
Pacis artes, publica Sacerdotia,
Ecclesiæ majestatem, dignitatemque
Post Constantini Magni memoriam,
Quam qui maxime ornavit, auxit, amplificavit.
Principi Optimo
Deque omnium Nationum ordinibus benemerentissimo
Lusitani D. N. M. Q. Ejus.
D. Joseph I. vigesimo quinto Rey.
166 He o Fidelissimo Senhor D. Joseph Monarca presentemente reinante, augusto successor de seu grande Pay D. Joaõ V. Foy acclamado Rey na Cidade de Lisboa em huma segunda feira de tarde aos 7 de Setembro de 1750 com festivos applausos de seus vassallos. Para esta ceremonia chea de grande alegria, se levantou huma varanda magnifica no terreiro do Paço junto a Palacio, a qual começando da sala dos Tedescos, por onde tinha a entrada, rematava no torreaõ do Forte com quarenta palmos de largo, e trezentos e setenta de comprido, sustida em dezaseis altas columnas ligadas com huma balaustrada que fazia face ao mesmo terreiro, e revestido tudo com o mais precioso ornato, que soube idear o bom gosto.
167 Tanto que subio ao Throno, e empunhou o Cetro, fez ver que existia vivamente naõ só na magestade da Pessoa, e clemencia do genio, mas na generosidade das acções, reproduzido o coraçaõ magnanimo de seu memoravel Pay. Este bom conceito annunciaraõ seus vassallos desde o dia 6 de Junho de 1714, em que este Monarca vio a primeira luz do mundo, onde havia ser o primeiro brilhante Astro da esfera Lusitana. Para segurar a successaõ Regia casou em 19 de Janeiro de 1729 com a Serenissima Princeza das Asturias D. Maria Anna Victoria, filha delRey Catholico Filippe V., e da Rainha D. Isabel Farnese sua segunda mulher.
168 Logo nos primeiros passos do seu Reinado mostrou o grande zelo de conservar os seus povos em paz, justiça, e prosperidade: e como estes atributos naõ se podem estabelecer sem o recto manejo de bons Ministros, cuidou em os eleger competentes, e de alta comprehensaõ aos interesses politicos, e economicos do Estado. Com esta providencia se dispozeraõ as negociações da Marinha, do Commercio, e de todos os Tribunaes naquelle melhorado regimen, que o Reino experimenta; ajudando ao bom exito de tudo as justissimas Leys, que em utilidade do bem publico tem promulgado.
169 Para augmentar o Commercio, e Navegaçaõ, de que resultaõ opulencias mayores que as da natureza, ordenou que os despachos fossem promptos, evitando demoras na expediçaõ dos Tribunaes. Exaltou, e renovou o exercicio das bellas letras com a reforma de melhores Methodos; dispondo que fossem educados seus vassallos principalmente os Nobres; fundando para este effeito Collegio onde se aprendaõ todas as uteis, e estimaveis profissões das Artes, abolindo por Decreto de 29 de Julho de 1759 o magisterio aos Jesuitas, e a liçaõ da Arte do Padre Manoel Alvares.
170 Nos extraordinarios accidentes do terremoto, e incendio, que fatalmente destruiraõ Lisboa no anno de 1755, se vio a grandeza do coraçaõ deste augusto Monarca; porque conservando-se inalteravel em hum caso taõ repentino, e horrendo, em que vacilaraõ os mayores talentos, elle se applicou pio, e providente a soccorrer, e acautelar a consternaçaõ, do afflicto Povo: e como se fora pequeno este empenho, intentou d’entre as cinzas de Lisboa abrazada reproduzir outra de novo com mayores vantagens, excedendo nas circustancias a grandeza de Trajano.[737]
171 Com igual constancia de animo tolerou aquelle barbaro desacato, com que a aleivosia, rompendo as obrigações da fidelidade Portugueza, se atreveo a insultar a sua veneravel Pessoa em a noite de 3 de Setembro de 1758. Mas a Providencia de Deos, salvando-lhe com prodigio a vida, fez que naõ ficassem sem castigo os perfidos delinquentes, fazendo-os justiçar a 13 de Janeiro do seguinte anno em o Caes de Belém; porque o Principe, que dissimula a malicia, reina só no nome; o que a castiga, reina no nome, e no officio.
172 Ainda naõ havia bem descançado de punir traições, e acautelarse de insultos, quando os Reys Catholico, e Christianissimo com o Pacto de Familia, que entre si estipularaõ, querendo por força que nos declarassemos contra Inglaterra, invadiraõ, e atacaraõ com cavilozos pretextos algumas das nossas Praças Trasmontanas; commetendo o Marquez de Sarria, e outros Generaes Castelhanos muitas hostilidades desde 8, 15, e 21 de Mayo de 1762, em que se introduziraõ em Miranda, Bragança e Chaves, e em cujas acções tem perturbado a paz publica, e fé dos Tratados estabelecidos com a antiga solemnidade.
173 Porém como da nossa parte milita a justiça, e a razaõ, espera ElRey Fidelissimo triunfar do poder, e industria de seus inimigos. Para este bom exito mandou fazer promptas as suas Tropas, cujo total mando, e manejo entregou plenamente ao Conde Soberano de Lippa Guilherme de Schaumburg, Cavalleiro da Real Ordem Prussiana da Aguia Negra, Pessoa que ElRey da Grã Bretanha, como nosso Alliado, elegeo, por ser de huma distincta reputaçaõ, e de conhecido valor, e fama nas guerras da Europa. Sua Magestade Fidelissima o nomeou Marechal General dos seus Exercitos, e Director geral de todas as suas Tropas por Decreto de 3 de Julho de 1762.
174 Toda esta boa razaõ, e justiça, em que se estriba a nossa defensa, fez persuadir tambem ao Principe Carlos Luiz Federico Duque de Meckelburgo, Streliz, Principe de Vandalia, a que passasse dos exercitos Britanicos onde era Marechal de Campo, para as Tropas delRey Fidelissimo, o qual logo o nomeou Coronel General de hum Regimento de Cavallaria, a que deu titulo de Meckelburgo. Naõ só prometem estas antecedencias felicidades às Armas Portuguezas, mas animo. Será cada coraçaõ Portuguez hum escudo à vida, e gloria de nosso Augusto Monarca, o qual em militares campanhas amedrentará com o ecco do seu valor dilatados climas do Universo.
| N. | Nome. | Cognome. | Patria. | Nasc. | Coroaç. | Ann. que reinou. | Ann. que viveo. | Anno da morte. | Lugar da morte. | Lugar da sepultura |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | D. Affonso I. | Conquistador. | Guimarães. | 1109 | 1128 | 57 | 76 | 1185 | Coimbra. | Santa Cruz de Coimbra. |
| 2 | D. Sancho I. | Povoador. | Coimbra | 1154 | 1185 | 26 | 57 | 1211 | Coimbra. | Santa Cruz de Coimbra. |
| 3 | D. Affonso II. | Gordo. | Coimbra. | 1185 | 1211 | 12 | 38 | 1223 | Coimbra. | Alcobaça. |
| 4 | D. Sancho II. | Capello. | Coimbra. | 1202 | 1223 | 25 | 46 | 1248 | Toledo. | Sé de Toledo. |
| 5 | D. Affonso III. | Bolonhez. | Coimbra. | 1210 | 1246 | 32 | 69 | 1279 | Lisboa. | Alcobaça. |
| 6 | D. Diniz | Lavrador. | Lisboa. | 1261 | 1279 | 46 | 63 | 1325 | Santarem. | Odivelas. |
| 7 | D. Affonso IV. | Bravo. | Coimbra. | 1291 | 1325 | 32 | 66 | 1357 | Lisboa. | Sé de Lisboa. |
| 8 | D. Pedro I. | Justiceiro. | Coimbra. | 1320 | 1357 | 9 | 46 | 1367 | Estremoz. | Alcobaça. |
| 9 | D. Fernando. | Formoso. | Coimbra. | 1345 | 1367 | 16 | 38 | 1383 | Lisboa. | Santarem. |
| 10 | D. Joaõ I. | Boa memoria. | Lisboa. | 1357 | 1385 | 48 | 76 | 1433 | Lisboa. | Batalha. |
| 11 | D. Duarte. | Eloquente. | Viseu. | 1391 | 1433 | 5 | 46 | 1438 | Thomar. | Batalha. |
| 12 | D. Affonso V. | Africano. | Cintra. | 1432 | 1438 | 43 | 49 | 1481 | Cintra. | Batalha. |
| 13 | D. Joaõ II. | Perfeito. | Lisboa. | 1455 | 1481 | 14 | 40 | 1495 | Alvor. | Batalha. |
| 14 | D. Manoel. | Venturoso | Alcochete. | 1469 | 1495 | 26 | 52 | 1521 | Lisboa. | Belém. |
| 15 | D. Joaõ III. | Piedoso. | Lisboa. | 1502 | 1521 | 35 | 55 | 1557 | Lisboa. | Belém. |
| 16 | D. Sebastiaõ. | Desejado. | Lisboa. | 1554 | 1557 | 21 | 24 | 1578 | Africa. | Belém. |
| 17 | D. Henrique. | Casto. | Almeirim. | 1512 | 1578 | 1 | 68 | 1580 | Almeirim. | Belém. |
| 18 | D. Filippe II. | Prudente. | Valhadolid. | 1527 | 1581 | 18 | 71 | 1598 | Escurial. | Escurial. |
| 19 | D. Filippe III. | Pio. | Madrid. | 1578 | 1598 | 23 | 43 | 1621 | Madrid. | Escurial. |
| 20 | D. Filippe IV. | Grande. | Valhadolid. | 1605 | 1621 | 19 | 60 | 1665 | Madrid. | Escurial. |
| 21 | D. Joaõ IV. | Restaurador. | Villa Viços. | 1604 | 1640 | 15 | 51 | 1656 | Lisboa. | S. Vicente de Fóra |
| 22 | D. Affonso VI. | Vitorioso. | Lisboa. | 1643 | 1656 | 11 | 40 | 1683 | Cintra. | Belém. |
| 23 | D. Pedro II. | Pacifico. | Lisboa. | 1648 | 1667 | 39 | 58 | 1706 | Alcantara. | S. Vicente de Fóra. |
| 24 | D. Joaõ V. | Fidelissimo. | Lisboa. | 1689 | 1706 | 44 | 60 | 1750 | Lisboa. | S. Vicente de Fóra. |
| 25 | D. Joseph I. | Fidelissimo. | Lisboa. | 1714 | 1750 | |||||