FRANCISCO

Mas se lhe digo…

MARIA GERTRUDES (atalhando)

Não negue… sei tudo… Contou-me tudo a mulher de um torneiro, que tem o marido na cadêa, e vae lá ás vezes ás Portas da Cruz, fallar á madrinha para peditorios… (elle quer atalhar; ella não o deixa.) Conhece tambem a tal creatura, a mulher do torneiro… ouviu-lh'o mesmo da sua bocca… (como acima) Veja se é verdade, ou não!

FRANCISCO (desesperado)

Pois é verdade… será verdade… Porque não hei de estar apaixonado de uma comica, se a menina não vê senão o seu novo arrojado.

MARIA GERTRUDES (quasi chorando)

Ólhe? Confessa!