+FIM DE DIA+
Um por um, toda a humanidade ouviu a Cruz da encruzilhada, e a cada um parecia-lhe reconhecer aquelle modo de fallar.
Havia oliveiras á beira da estrada para a gente se encostar.
Antes de cada um chegar a casa havia um chafariz para matar a sêde.
Eu não sabia que o chafariz tinha tanto que vêr—havia muitos soldados por causa das raparigas a encher as bilhas!
Depois o Sol começou a ficar muito encarnado e cada vez maior por detraz das dunas, muito encarnado, e deixou-me sósinho em cima do muro.
Do lado do mar ouvia-se uma nóra a puxar agua. O boi tinha os olhos guardados para não entontecer. Os alcatruzes da nóra subiam por um lado e desciam plo outro lado—como hontem!
A musica da nóra só tem uma volta. Todos os dias. Ámanhã tambem, os alcatruzes da nóra vão subir por aqui e descer por lá. Todos os dias. Em baixo a Terra, em cima o Sol.
Quando olharam para traz, a Cruz da encruzilhada já estava muito longe. Era necessario acertar a vista para a reconhecer. Mas, era sem duvida ella, a cruz inconfundivel—aquella onde cabe um homem inteiro e de pé!