AOS LEITORES

No anno de 1625, dey à estampa alguns Discursos; e Elogios para instrucçaõ das Artes, em que haõ de ser doutrinados os mancebos nobres da Republica, conforme os preceitos do Filosofo: e tendo eu naquelle tempo huma obra grande, que intitulava: Noticias de Portugal, e suas conquistas jà quasi em estado para se poder imprimir, como testificaõ os Doutores F. Antonio Brandaõ, Geral que foy de Alcobaça, e Antonio de Sousa de Macedo, que entaõ a viraõ; com tudo como as cousas daquelles annos para cà tiveraõ taõ grande mudança, recresceraõ taes inconvenientes, que sobreestive na execuçaõ deste intento. Porèm entendendo eu, que naõ seriaõ de menor serviço do bem publico alguns Discursos dos muitos, que nesta obra se continhaõ sobre diversas materias, assim politicas, como de varia liçaõ, me pareceo cõmunicallos a todos, e pelo que participaõ de seu primeiro original, dar-lhes o titulo de Noticias de Portugal. E ainda que pòde haver sogeitos, que façaõ mayor estimaçaõ dos livros pela quantidade, que pela qualidade delles; com tudo para os que saõ versados na liçaõ das boas letras, sey que naõ tem em menos as obras por pequenas, quando nellas se contem a doutrina necessaria ao assumpto de que trataõ; antes vemos, que em todos os escritores saõ mais presados estes pequenos tratados, que os mayores volumes, que seus Authores composeraõ; como se vè entre os Filosofos nas obras de Plataõ, e Aristoteles, nos Moraes de Plutarco, e nas de quasi todos os Padres, principalmente S. Basilio, S. Gregorio Nazianzeno, S. Jeronymo, e na mòr parte das de Santo Agostinho. E ainda que os Scholasticos tiveraõ por argumento principal as materias de Theologia; com tudo naõ saõ menos estimados os Opusculos de Santo Thomaz, e Dionysio Carthusiano, que as outras suas obras Theologicas, e Escriturarias. Pelo que assaz fica approvado este genero de escritos, quando por outra cousa o naõ desmerecerem.

Os motivos, que tive para communicar estes Discursos, saõ os seguintes. O primeiro Discurso he sobre o augmento da povoaçaõ deste Reyno, porque sendo a multidaõ da gente o fundamento de todos os Estados, em Portugal he isto muito mais necessario, pois tem mais Conquistas, que nenhum outro Reyno de Europa; e assim necessita mais de tratar desta materia.

No segundo se refere a ordem da Milicia, com que este Reyno se defendeo de seus contrarios por espaço de quasi 500. annos, e os meyos, e forças, que agora tem, para poder melhor conservarse, que de antes.

O terceiro he o da Nobreza, em que se mostra a origem dos Appellidos, e Brazoens de cada uma das Familias do Reyno, noticia taõ desejada atègora, e taõ occulta a quasi todos os que da Nobreza trataraõ, como se vè de seus escritos,

Seguese outro Discurso sobre as Moedas Portuguesas, tratado muito necessario para a intelligencia das historias, computaçoens, e noticia dos tempos; o que neste Discurso se ajusta com a pontualidade possivel; pois se faz pelos textos das mesmas leys, e authoridade das Chronicas deste Reyno.

O Catalogo das Universidades de Hespanha serà agradavel aos estudiosos; principalmente por ser manifesto, que a noticia das Sciencias de Hespanha teve principio na nossa Lusitania.

A advertencia sobre a prègaçaõ do Evangelho nas Provincias de Guinè é quase devida, naõ só por caridade, mas tambem por singular obrigaçaõ, pois em tantos anos se tem feito taõ pouco, ainda que se tem trabalhado tanto, por se naõ accomodarem os meyos à conveniencia da obra, cousa que facilmente parece se pòde alcançar.

O Discurso sobre se evitar a grandeza das Nàos da India; pòde ser que se tenha pelo mais importante; pois por esta causa padece Portugal, quasi todos os annos taõ grandes perdas de gente, fazenda, embarcaçoens, e do principal cabedal deste Reyno, tendo a demasiada grandeza das Nàos contra si tantos exemplos, e Provisoens Reaes, e o juizo dos mais desinteressados homens, que nellas navegaraõ.

O Discurso sobre os inconvenientes da Peregrinaçaõ pode servir para nos aproveitarmos do tempo, procurando empregallo mais no conhecimento da nossa patria, que das alheyas. E debaixo do titulo deste mesmo discurso foraõ (por inadvertencia do Impressor) os Elogios seguintes, a saber.

O Catalogo dos Cardeaes que escrevi ha muitos anos; porque vulgarmente senaõ sabia delles sendo Varoens taõ insignes, e Principes da Igreja; e ainda que ao presente nos Authores modernos se faz mençaõ de alguns delles, com tudo naõ he de todos, nem se achaõ juntos como aqui vaõ.

O Elogio do P. Fr. Bernardo de Brito fiz entre outros muitos, que deste argumento tenho compostos; e pareceo tambem ao Reverendissimo P. Fr. Antonio Brandaõ Abbade de Alcobaça, e Geral neste Reyno dos Religiosos de Cister, que mo pedio para a primeira, e segunda parte da Monarquia Lusitana, a que o P. Fr. Bernardo deu principio. Não teve o Padre Geral tempo para dar à execução o que desejava: mas nem por isso he razaõ que por esta causa falte ao Padre Fr. Bernardo a demonstraçaõ do agradecimento que todos os Portugueses devemos à sua boa memoria.

A inclita Cidade de Evora he dignissima de soberanos Elogios, pois a ella reconhece este Reyno o principio de sua liberdade, e merece por isso eternos louvores. O Reverendo Abbade de Pera quiz referir parte deste Elogio nos seus Successos militares; mas como està alli impresso taõ diminuto, e com tantos erros, me pareceo se devia publicar na fórma, em que primeiramente foy escrito.

O Elogio delRey D. Joaõ III. he feito por Antonio de Castilho Chronista Mòr que foy deste Reyno, e do Conselho delRey D. Sebastiaõ, e seu Embaixador em Inglaterra, e hum dos homens, que melhor fallaraõ a lingua Portuguesa, a juizo de todos os doutos: e assim por esta causa, como por ser de hum Rey, que governou com mayor acerto, e felicidade a Portugal, me pareceo muy conveniente tirallo das trevas do esquecimento em que estava sepultado; pois he dignissimo de sahir à luz, e andar nas mãos de todos. E se antigamente como affirma Plinio, era mais prezada a Coroa de Carvalho, que se concedia ao que conservava a vida de hum Cidadaõ Romano, que as dos mais preciosos metaes, e Seneca diz della: Nullum ornamentum Principis fastigio dignius, pulchriusque est, quam illa corona ob cives servatos; com razaõ deve ser estimada esta minha diligencia; pois com elle se conserva, naõ sómente a memoria quasi acabada de tal Cidadaõ, e taõ Illustre Escritor; mas ainda a do governo de hum nosso Principe natural, cujos prudentissimos dictames pòdem ser exemplos aos melhores Politicos do Mundo.

No mesmo estado passava esquecido o Panegyrico da Senhora Infanta Dona Maria digna dos mayores louvores entre as Princesas do seu tempo por suas insignes virtudes, e por a excellencia singular de seu engenho. Foy composiçaõ do nosso grande Joaõ de Barros; o qual como seu pay era morador de Viseu, celebrou com este Panegyrico a boa sorte daquella Cidade, quando ElRey D. Joaõ a deu à Senhora Infanta com titulo de Duquesa della. He obra igual ao Panegyrico de Trajano, que se estima pela melhor de Plinio: ainda que para o engenho de Joaõ de Barros se pode ter esta por huma pequena linha; com tudo quando ella he lançada pela maõ de Apelles, naõ fica sendo de menor estima, que a mais famosa imagem de Phidias. E como o Elogio de Joaõ de Barros ao mesmo Rey D. Joaõ o III. he obra, em que se ve a grande erudiçaõ, e delicadissimos pensamentos de hum homem taõ excellente, se imprime agora, ainda que com alguns erros, que senaõ puderaõ emmendar na falta do original, e de copia exactissima; e como estes Elogios naõ tinhaõ ordem, se lhes deo a que pedia a sua materia.

LICENÇAS
DO SANTO OFFICIO.

CENSURA DO M.R.P.D. CAETANO DE GOUVEA C.R. Qualificador do Santo Officio, Examinador das Tres Ordens Militares, e Academico da Academia Real, &c.

EMINENTISSIMO SENHOR,

Vi as Noticias de Portugal de Manoel Severim de Faria com as addiçoens, que de novo se lhe acrescentaõ, e com o excellente Panegyrico, que o grande Joaõ de Barros fez a ElRey D. Joaõ III. e nenhuma cousa encontrey opposta à pureza da Fè, e bons costumes, pelo que me parece este Livro digno da licença para se tornar a imprimir. Lisboa Occidental 13. de Outubro de 1739.

D. Caetano de Gouvea C.R.

Vista a informaçaõ, pode-se tornar a imprimir o livro de que se trata, com as addiçoens, que se apprezentaõ, e depois de impresso tornarà para se conferir, e dar licença, que corra, sem a qual naõ correrà. Lisboa Occidental 13. de Outubro de 1739.

Fr. R. de Alencastre. Teixeira. Sylva. Soares. Abreu.

DO ORDINARIO.

Póde-se tornar a imprimir o livro de que se trata, e depois de impresso tornarà para se conferir, e dar licença para que corra, sem a qual naõ correrà. Lisboa Occidental 14. de Outubro de 1739.

Gouvea.

DO PAÇO.

Aprovação do M. R. P. D. Antonio Caetano de Sousa C. R. Qualificador do Santo Officio, Consultor da Bulla da Cruzada, e Academico da Academia Real, &c.

SENHOR.

Este Livro que no anno de 1655. imprimio Manoel Severim de Faria Chantre na Cathedral da Cidade de Evora, com o titulo Noticias de Portugal, foy estimado dos Erudîtos, como merecia a producçaõ de hum taõ insigne Antiquario, como foy Manoel Severim de Faria, a cujos incansaveis estudos devem huma grande luz todos os curiosos da nossa historia, e he bem de sentir, que se perdessem, ou sepultassem, que he tudo o mesmo, as diversas obras, e memorias, que elle escreveo, que tanto acreditavaõ a patria, em cujo obsequio trabalhou toda a vida este Eruditissimo Author. Esta obra, que agora se pertende juntamente reimprimir, se hia fazendo taõ rara, que difficultosamente poderia chegar às mãos daquelles, que se applicaõ com curiosidade a ler, assim he de louvar o zelo de novo se imprimir com addiçoens, que a fazem mais estimavel por serem noticias, que instruem, e poem a obra depois de quasi hum seculo no nosso tempo. No fim se lhe ajunta aquelle celebre Panegyrico feito no anno de 1533. a ElRey D. Joaõ III. por aquelle insigne Varaõ o grande Joaõ de Barros, cujo nome he o mayor Elogio, para a recomendaçaõ da obra. Assim, Senhor, nenhum motivo pòde haver para que senaõ dè a Manoel da Conceiçaõ a licença, que pede. Este he o meu parecer. V. Magestade mandarà o que for servido. Lisboa Occidental na Casa de Nossa Senhora da Divina Providencia 18. de Outubro de 1739.

D. Antonio Caetano de Sousa C. R.

Que se possa imprimir com o acrecentamento junto, vistas as licenças do Santo Officio, e Ordinario, e depois de impresso tornarà à Mesa para se conferir, e dar licença, que sem isso naõ correrà. Lisboa Occidental 20. de Outubro de 1739.

Pereira. Teixeira. Cardeal. Vaz de Carvalho. Coelho.

LICENÇAS

DO SANTO OFFICIO.

Visto estar conforme com o seu original, pòde correr. Lisboa Occidental 5. de Abril de 1740.

Fr. R. de Allencastre. Teixeira. Sylva. Soares. Abreu.

DO ORDINARIO.

Visto estar conforme com o original, pòde correr. Lisboa Occidental 5. de Abril de 1740.

Gouvea.

DO PAÇO.

Taxaõ este livro em mil e duzentos reis em papel para que possa correr. Lisboa Occidental 4. de Abril de 1740.

Pereira. Teixeira. Vaz de Carvalho

VIDA
DE
MANOEL SEVERIM
DE FARIA:

Escrita pelo Adicionador.

Entre os grandes homens de que Lisboa tem a gloria de ter sido Patria, foy hum Manoel Severim de Faria, que teve por Pays a Gaspar Gil Severim Executor Mòr do Reyno, e Escrivaõ da Fazenda Real, e sua segunda mulher Dona Juliana de Faria. Naõ pude descobrir o dia, em que veyo à luz do Mundo, mas pela idade, em que falleceo, devia de ser o anno do seu nascimento o de 1581. ou 82. Sendo ainda menino foy para Evora assistir em casa de seu Tio Balthesar de Faria Severim, Chantre que era daquella antiga, e illustre Cathedral. Aprendeo em Evora Filosofia, e Theologia, em que fez progressos taõ grandes, que em ambas estas Faculdades tomou o grào. Vendo-o o Tio jà capaz, naõ menos pelos annos, que pelas letras, de lhe succeder no Chantrado, o renunciou nelle em 16. de Setembro de 1609. e depois de lhe dar a posse, se recolheo ao Convento da Cartuxa da mesma Cidade, aonde professando com o nome de D. Basilio, deixou dos seus estudos, e virtudes igual memoria. Naõ se esqueceo Manoel Severim de Faria com a nova Dignidade do que estudàra, como muitas vezes succede; mas procurando adiantarse cada vez mais em todo o genero de Sciencias, se applicou à liçaõ da Sagrada Escritura, da Theologia Mystica, da Historia, da Politica, da Geographia, e das Antiguidades Romanas, e Portuguesas, em que foy insigne. A mayor parte do rendimento daquelle pingue beneficio converteo em livros, de que juntou huma grande copia, naõ só estimavel pelo numero, como pela qualidade, pois àlem de algũs, a que a raridade dos exemplares fazia preciosos, se achavaõ naquella celebre Livraria alguns Volumes escritos no Papyro do Egypto, outros em folhas de palmas com pena de ferro, a que chamaõ estilo, e entre elles as obras de Fr. Luiz de Granada traduzidas na lingua do Japaõ. A sua generosa, e conhecida curiosidade o fez Senhor de hum thesouro de Moedas Romanas, e Portuguesas, pois como se lè em algumas das suas obras, eraõ tantas as que se lhe levavaõ, que parece que a terra se desentranhava para o enriquecer. Conservou grande numero de vasos, e outras reliquias da grandeza Romana, de que formou hum Museo digno de hum Principe; mas por sua morte desapareceo de maneira, que delle naõ ha mais que huma lastimosa tradiçaõ. Tendo renunciado em outro Sobrinho seu do mesmo nome o Chantrado de Evora, depois de huma dilatada emfermidade de Tericia, falleceo naquella Cidade em 16. de Dezembro de 1655. em idade de setenta, e dous annos. Foy de boa estatura, muito corpulento, olhos azues, naturalmente descorado, mas de agradavel presença. O seu Cadaver foy levado com a mayor pompa que se pòde considerar, porque àlem das Communidades Religiosas, da Cleresia, e Confrarias da Cidade, concorreo toda a Nobreza, e Povo, porque de todos era igualmente bemquisto, e respeitado. Deose lhe sepultura em hum dos angulos da Cemiterio da Cartuxa, e sobre a Campa, em que estaõ abertas as Armas dos Severins, e Farias, se lè esta inscripçaõ.

Manoel Severim de Faria Chantre, e Conego da Sè de Evora, elegeo para si esta Sepultura, assim por sua devoçaõ, como por estar nella o Corpo do P. D. Basilio de Faria seu Tio, que falleceo sendo do Prior deste Convento a 5. de Abril de 1625.

INDEX
DOS PARAGRAFOS, QUE SE CONTEM neste Livro.

[DISCURSO I.]

Dos meyos com que Portugal pòde crescer em grande numero de gente, para augmento da Milicia, Agricultura, e Navegaçaõ. §. I. [pag. 1].

Como a gente naturalmente se multiplica, e deste Reyno se vay diminuindo do anno de 500. a esta parte, e as causas porque. §. 2. [p. 5].

Do remedio para a falta da gente, da primeira causa, que saõ as Conquistas. §. 2. [pag. 10].

Como se remediarà a segunda causa da falta da gente com a introducçaõ de algumas artes mechanicas. §. 4. [pag. 15].

Do remedio da terceira causa da falta da gente, que saõ as novas Colonias no Reyno. §. 5. [pag. 20].

De outro remedio para a falta da gente popular, que he o amparo dos orfaõs. §. 6. [pag. 25].

Do remedio da primeira causa da extincçaõ da Nobreza pela uniaõ dos Morgados. §. 7. [pag. 28].

Do remedio da segunda causa da falta da Nobreza, com a diminuiçaõ da grandeza dos dotes. §. 8 [pag. 30].

[DISCURSO II.]

Sobre a ordem da Milicia, que antigamente avia em Portugal, e das forças militares que hoje tem, para se conservar, e ficar superior a seus contrarios. §. 1. [pag. 32].

Do officio, que fazia ElRey no Exercito, e dos Ministros, que serviaõ à pessoa Real na guerra, e da dignidade do Condestable. §. 2. [pag. 35].

Do Marichal. §. 3. [pag. 38].

Do Alferes Mòr, e Capitaõ dos Genetes. §. 4. [pag. 39].

Dos Annadeis, e Coudeis Mòres. §. 5. [pag. 41].

Do Adail Mór, e Almocadeis, e Ceremonias com que eraõ creados. §. 6. p. [42].

Das gentes, de que constava o Exercito. §. 7. [pag. 43].

Das Leys Militares, que se guardavaõ no Exercito. §. 8. [pag. 46].

Da guerra de Castella. §. 9. [pag. 48].

Da Milicia da Ordenança. §. 10. [pag. 54].

Das armas. §. 11. [pag. 56].

Das Fronteiras do Reyno, e Alcaides Mòres das fortalezas. §. 12. [p. 59].

Da Milicia maritima, e do officio de Almirante. §. 13. [pag. 63].

Do Capitaõ Mòr, e General das Galès. §. 14. [pag. 65].

Das Armadas ordinarias do Reyno, e da grande brevidade, com que em Lisboa se aprestaraõ poderosos socorros para fóra da Barra. §. 15. [pag. 67].

Do modo, com que se ordenou andassem armados os Navios do comercio do Reyno. §. 16. [p. 72].

Da instituiçaõ das Ordens Militares, para defender o Reyno. §. 17. [p. 74].

[DISCURSO III.]

Da Nobreza das Familias de Portugal, com a noticia, de sua antiguidade, origem dos Appellidos, e razaõ dos Brazoens das Armas de cada huma. §. 1. [p. 81].

Da origem dos Appellidos dos Nobres de Portugal. §. 2. [p. 84].

Das origens das armas que trazem os Fidalgos e Nobres de Portugal. §.3. [p. 86].

Da origem dos Leoens, e Aguias, e outros Animaes, que se trazem nos Escudos. §. 4. [p. 87].

Da origem das Faxas, Bandas, Barras, Esquaques, que se trazem nos Escudos. §. 5. [p. 89].

Da origem das Cruzes floreteadas, Cruzes da Cruzada, e de S. Jorge, que se trazem nos Escudos. §. 6. [p. 90].

Da origem das Aspas. §. 7. [p. 93].

Da origem das Vieiras. §. 8. [p. 94].

Da origem das meyas Luas. §. 9. [p. 95].

Da origem das Estrellas. §. 10. [p. 96].

Da origem das Arruellas. §. 11. [p. 97].

Da origem das flores de Lis. §. 12. [ibidem].

Dos Castellos. §. 13. [p. 98].

Cifras dos Appellidos. §. 14. [p. 99].

Descendencia. §. 15. [p. 101].

Armas tomadas por casos particulares. §. 16. [p. 104].

Origem dos Timbres. §. 17. [p. 108].

Dos Oficiaes, que os Reys de Portugal crearaõ para conservaçaõ das insignias dos Nobres, e da Casa das armas de Cintra. §. 18. [p. 109].

Do modo com que saõ postos os nomes aos Officiaes da Armaria. §.19. [p. 117].

Dos titulos, que antigamente se davaõ aos Grandes do Reyno, e particularmente dos Ricos Homens. §. 20. [p. 120].

Dos Vassallos. §. 21. [p. 122].

Dos Infançoens. §. 22. [p. 124].

Da antiguidade dos Duques em Portugal, e do que a sua dignidade pertence §. 23. [p. 126].

Dos Marqueses, que ha no Reyno, e das ceremonias com que eraõ creados antigamente. §. 24. [p. 136].

Da origem dos Condes, e sua antiguidade, e preeminencia em Portugal. §. 25. [p. 133].

Dos Viscondes, e Baroens. §. 26. [p. 138].

Do titulo de Senhor. §. 27. [p. 140].

Da dignidade da Cavalleria. §. 28. [p. 141].

[DISCURSO IV.]

Sobre as Moedas de Portugal. §. 1. [p. 144].

Moedas Romanas. §. 2. [p. 145].

Moedas Goticas. §. 3. [p. 147].

Leovigildo. §. 4. [p. 148].

Hermenegildo. §. 5. [p. 149].

Recaredo. §. 6. [p. 151].

Liuva §. 7. [p. 152].

Uviterico. §. 8. [p. 153].

Gundemaro. §. 9. [p. 154].

Sisebuto. §. 10. p. [ibidem].

Sventila. §. 11. [p. 156].

Sissenando. §. 12. [p. 157].

Tulgan. §. 13. p. [ibidem].

Chindasvindo. §. 14. [p. 158].

Recesvinto. §. 15. p. [ibidem].

Uvamba. §. 16. [p. 80].

Ervigio. §. 17. [p. 161].

Egica. §. 18. [p. 162].

Uvitiza. §. 19. [p. 164].

D. Rodrigo, §. 20. p. [ibidem].

Moedas Arabigas. §. 21. [p. 165].

Moedas dos Reys Portugueses. §. 22. [p. 168].

Dobras delRey D. Sancho. §. 23. [p. 169].

Moedas delRey D. Affonso IV. §. 24. [p. 170].

Moedas delRey D. Pedro. §. 25. p. [ibidem].

Dos Gentis, Barbudas, Graves, Pilartes, e Fortes delRey D. Fernando. §. 26. [p. 171].

Moedas delRey D. Joaõ I. §. 27. [p. 173].

Moedas delRey. D. Duarte. §. 28. [p. 174].

Moedas delRey D. Affonso V. §. 29. [p. 175].

Moedas delRey D. Joaõ II. §. 30. [p. 177].

Moedas delRey D. Manoel. §. 31. [p. 178].

Moedas delRey D. Joaõ III. §. 32. [p. 182].

Moedas delRey D. Sebastiaõ. § 33. [p. 181].

Moedas delRey D.Joaõ IV. §. 34. [p. 182].

Moedas delRey D. Affonso VI. §. 35. [p. 183].

Moedas DelRey D. Pedro II. §. 36. [p. 184].

Moedas DelRey D. Joaõ V. §. 37. [p. 185].

Das Livras. §. 38. [p. 187].

Das Livras de dez soldos. §. 36. [p. 188].

De outras Livras, que valiaõ dez Livrinhas sómente. §. 40. [p. 189].

Dos Soldos. §. 41. [p. 190].

Dos Dinheiros. §. 42. [p. 191].

Das Mealhas. §. 43. [p. 194].

De outras Moedas Estrangeiras, que corriaõ no Reyno. §. 41. p. [ibidem].

[DISCURSO V.]

Sobre as Universidades de Hespanha. §. 1 [p. 196].

Principio das Sciencias na Lusitania. §. 2. [p. 197].

Catalogo das Universidades de Hespanha: Universidades de Portugal: Universidade de Coimbra. §. 3. [p. 200].

Universidade de Evora. §. 4. [p. 202].

Universidade de Salamanca. §. 5. [p. 203].

Universidade de Toledo. §. 6. [p. 204].

Siguença. §. 7. [p. 205].

Alcalà de Henares. §. 8. [ibidem].

Osma. §. 9. [p. 206].

Avila. §. 10. p. [ibidem].

Valhadolid. §. 11. [p. 207].

Oropesa. §. 12. p. [ibidem].

Ossuna. §. 13. p. [ibidem].

Sevilha. §. 14. [p. 208].

Granada. §. 15. p. [ibidem].

Baeça. §. 16. [ibidem].

Murcia. §. 17. [p. 209].

Compostella. §. 18. p. [ibidem].

Onhate. §. 19. [p. 210].

Oviedo. §. 20. p. [ibidem].

Huesca. §. 21. [p. 211].

Çaragoça. §. 22. [ibidem].

Lerida. §. 23. [ibidem].

Perpinhaõ. §. 24. [p. 212].

Barcelona. §. 25. [ibidem].

Tarragona. §. 26. [ibidem].

Girona. §. 27. [p. 220].

Valença. § 28. [p. 215].

Luchente. §. 29. [ibidem].

Origuela. §. 30. [ibidem].

Gandia. §. 31. [p. 214].

Hirache. §. 32. [ibidem].

Estella. §. 33. [p. 215].

Pamplona. §. 34. p. [ibidem].

[DISCURSO VI]

Sobre a propagação do Evangelho nas Provincias de Guinè. Das condiçoens, com que os Summos Pontifices deraõ aos Reys de Portugal o Senhorio de Guinè. §. 1. [p. 216].

Das causas porque em tantos annos se tem feito taõ pouco fruito na conversaõ dos Povos de Guinè. §. 2. [p. 227].

De como se pòdem remediar todas essas tres cousas, avendo Seminarios destas naçoens. §. 3. [p. 222].

Do proveito temporal, que resultarà à Coroa de Portugal de se fazerem estes Seminarios. §. 4. [p. 222].

Como se poderaõ fazer os Seminarios com pouco custo. §. 5. [p. 226].

[DISCURSO VII.]

Sobre as causas dos muitos naufragios, que fazem as Nàos da Carreira da India, pela grandeza dellas. [p. 230].

[DISCURSO VIII.]

Sobre a Peregrinaçaõ. [p. 237].

[ELOGIOS.]

Memorial de alguns Cardeaes Portugueses. [p. 247].

S. Damaso Summo Pontifice. §. 1. [ibidem].

O Cardeal D. Payo. §. 3. [p. 249].

O Cardeal D. Joaõ. §. 3. [p. 250].

Joaõ XX. dito XXI. Summo Pontifice. §. 4. [p. 251].

O Cardeal D. Martinho. §. 5. [p. 252].

O Cardeal D. Joaõ Affonso de Azambuja. §. 6. [ibidem].

O Cardeal D. Pedro da Fonseca. §. 7. [p. 254].

O Cardeal D. Antaõ Martins de Chaves. §. 8. [p. 255].

D. Luiz de Amaral. §. 9. [p. 257].

O Cardeal D. Gemes. §. 10. [p. 258].

O Cardeal D. George da Costa. §. 11. [p. 259].

O Cardeal D. Affonso. §. 12. [p. 263].

O Cardeal D. Miguel da Sylva. §. 13. [p. 264].

O Cardeal D. Henrique. §. 14. [p. 266].

O Cardeal D. Verissimo de Lencastro. §. 15. [p. 267].

O Cardeal D. Luiz de Sousa. §. 16. [p. 269].

O Cardeal Nuno da Cunha de Ataide. §. 17. [p. 273].

O Cardeal D. Jozè Pereira de Lacerda. §. 18. [p. 275].

O Cardeal D. Joaõ da Mota, e Silva. §. 19. [p. 277].

O Cardeal D. Thomàs de Almeida. §. 20. [p. 278].

Panegyrico a ElRey D. Joaõ III. por Joaõ de Barros. [p. 287].

Elogio a ElRey D. Joaõ III. por Antonio de Castilho. [p. 381].

Panegyrico à Infanta Dona Maria. [p. 395].

Elogio do Doutor Fr. Bernardo de Brito. [p. 430].

Elogio de Evora. [p. 441].