*SONETO.*
C'hum Diadema de luz no Elysio entrava
Envolto Nelson em sanguineo manto!
Lavrou nos Manes desusado espanto,
E a turba dos Heróes o rodeava.
Grita Alexandre (e nelle os olhos crava)
Quem hes, que entre immortaes fulguras tanto?
Sou (lhes diz) quem remio de vil quebranto
Europa curva, oppressa, e quasi escrava.
Deixei de sangue o pégo rubicundo;
Troféos em meu sepulcro a Patria arvora;
Raio ardi sobre o Gallo furibundo…
Nisto de novo o Macedonio chora:
O que immensa extensão venceo do Mundo,
Quem vencêra hum só povo inveja agora.
Bocage.
* * * * *
Á Memoria de Ulmia.