*SONETO.*
Il n'est de malheureux que les coeurs détrompés.
Voltaire. Merop. Trag.
Em vão, para tecer-me hum ledo engano,
Filosofo ostentoso industrias cança;
Diz-me em vão, que exhalando-se a esperança,
Repousa na apathía o peito humano.
O nauta a soçobrar no Pégo insano
Vê rir ao longe a cérula bonança;
A mente esperançosa enfreia, amansa
Os roncos, e as bravezas do Oceâno.
Se nos míseros cahe da mão dos Fados
O negro desengano, eillos anciosos,
E á desesperação, e á furia dados.
Doirai-nos o por-vir, oh Ceos piedosos!
Justos Ceos! dêm sequer jardins sonhados
As flores da ventura aos desditosos.
Bocage.
* * * * *
Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage, por occasião de se ter dito, que recebêra o Sagrado Viatico.