*SONETO.*

Pungido pela dor, banhado em pranto,
Desato, Elmano, minha voz truncada,
Que de gemer, de suspirar cançada,
Acha o rouquejo no lugar do canto.

Debalde em pragas mil a voz levanto
Contra o Cypreste, lúgubre morada,
Que de funereas Aves carregada,
Te condensa o pavor, o susto, o espanto.

Para baldar o agoiro, em vão tentára
Loiros dispôs em mimo esperançoso,
Que na aridez não vinga a ténue vara.

Rouba-me embora, ó Fado rigoroso,
Esse que Lysia, o Mundo assoberbára,
Que o pranto he meu, prantearei saudoso.

Do mesmo.

* * * * *

Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage.