*SONETO.*
Embebido na sólida Verdade,
Zombas dos Impios, que sem pejo ou mêdo,
Decifrão de Mysterios o segrêdo;
Trévas a nós, e Luz á Eternidade:
Adoras a Suprema Divindade,
(Teu futuro Juiz ou tarde ou cêdo)
Na fé se adóça teu remórso azedo,
Esp'rando a divinal Tranquillidade.
Loucas Paixões, que fomentaste outr'hora,
(Feiticeiro Manjar dos flóreos annos,
Que o Juizo maduro não vigóra)
Esses gostos fataes, gostos mundanos,
Expiando na dor, que te devora,
Ganhas hum Deos, e choras os Profanos.
Joaquim Antonio Soares de Carvalho.
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