+SONETO V.+

Desejo illuso, e vão! Para que traças
Quadro, que imagens divinaes offrece?
A terna, ausente Amada me apparece,
Em Ceo de Amores eclipsando as Graças.

Ante a doce Visão, com que me enlaças,
(Já murcho, estéril já) meu ser florece;
Mas súbito Fantasma eis desvanece
Chusma de encantos, que em teu sonho abraças.

Croado de Cypreste o Desengano,
O meu nada me agoira… ó dor! mais forte
Do que em seu gráo supremo o esforço humano!

Chorai, Piedade, e Amor, tão triste sorte,
Chorai: longe de Anália expira Elmano;
Os que a Ternura unio desune a Morte.