+SONETO VIII.+
Não mais, ó Tejo meu, formoso, e brando,
Á márgem, fértil de gentis verdores,
Terás d'alta Ulysséa hum dos Cantores,
[23] Suspiros no áureo metro modulando.
Rindo não mais verá, não mais brincando
Por entre as Nynfas, e por entre as Flores
O Côro divinal dos nús Amores,
Dos Zéfyros azues o affavel Bando.
Co'a fronte já sem myrto, e já sem loiro,
O arrebata de rôjo a mão da Sórte
Ao Clima salutar, e á márgem de oiro.
Ei-lo em Fragas de horror, sem luz, sem nórte;
Sôa daqui, dalli piado Agoiro:
Sois vós, Desterro etérno, Ermos da Mórte!
[23] Carmina Pastoris Siculi modulabor avenâ.
Virgil. Eclog. 10.