+SONETO XVII.+
Elmano! Elmano! Os que te ouvírão rindo,
Penhas, e Montes, que teu Metro alçava,
Clamar faz hoje a Dôr, que em pranto os lava,
E, mais que todos, o Permesso, e Pindo.
Bosques, Paizagens, que teu verso lindo
Em dobro enriquecêo, teu mal aggrava:
Chorão-te Graças, Nynfas, que elle honrava,
O niveo rosto com as mãos cobrindo.
Inda, Cysne do Téjo, inda teu Canto,
Bem que rouco, s'escuta; e em desconsolo
Já das Musas te chora o Côro santo.
Quando não ergas o mellífluo collo,
Quem restará chorar-te? Hum Deos em pranto
Se ha de então vêr, chorando o mesmo Apollo.
Por Thomaz Antonio dos Santos, e Silva.
Em resposta ao antecedente: Elmano a Tomino.