NOTAS DE RODAPÉ:
[66] Latino Coelho, História política e militar de Portugal, etc.
[67] Em Bemfica, na casa dos marqueses de Fronteira.
[68] Correspondência inédita.
[69] Obras poéticas da marquesa de Alorna, tom. II, Epístola em resposta ao conde de Ega, Aires de Saldanha.
[70] Uma vez, tendo-se extraviado uns papéis do marquês, Leonor escreveu-lhe:
«Bem quisera eu não achar nada que recear nos papéis que estão na mão do M. (Marquês de Pombal), mas não sei tranquilizar-me lembrando-me que poderão ser os que pertencem aos estudos de v. ex.ᵃ. Não sei sôbre que seriam; mas os objectos que principiavam a interessar únicamente o mundo literário quando v. ex.ᵃ se prendeu, e que certamente já interessariam a v. ex.ᵃ, são perigosos de tratar em um país despótico, onde o capricho é únicamente a lei que servimos.
«A política, que principiava a apurar-se muito com o favor da filosofia, é hoje o objecto que mais interessa os filósofos e em que os políticos maquiavélicos mais receiam instruir-se. Dizer que os príncipes são protectores das leis, que o seu poder é restrito por elas, que a justiça não consiste em oprimir, mas em manter e conservar os direitos de cada indivíduo que compõe a sociedade, são blasfémias, e o filósofo que as pronunciar deverá ocultar o seu nome para abrigar-se das iras do ministério. Tanto nos governa o capricho.»
[71] Recordações de Jacome Raton—História de Portugal, etc.
[72] Correspondência inédita.
[73] Correspondência inédita.
[74] Cantigas contra o marquês de Pombal. Fr. Manuel de Mendonça, dom Abade de Alcobaça, parente do marquês, e fr. José de Mansilha, seu confidente e amigo.
[75] Latino Coelho, História política e militar de Portugal, etc.
[76] Latino Coelho, História política e militar de Portugal, etc.
[77] Latino Coelho, História política e militar de Portugal, etc.
[78] Idem, ibidem.
[79] No referido edital a representação em favor de D. Martinho é acusada de conter um agregado de doutrinas erróneas, falsas, sediciosas e tendentes a sugerir máximas repugnantes... e a indispor e contaminar os ânimos de pessoas menos instruídas, para as alienar por êste detestável modo do respeito, obediência e submissão que devem ter às leis e aos soberanos legisladores delas, os quais tendo recebido o poder supremo imediatamente de Deus, que os colocou no trono, e a quem sómente são responsáveis das suas acções, não reconhecem no temporal, em caso algum, qualquer que êle seja, superior sôbre a terra.
Êste edital, autêntico como é, bastava para nos edificar sôbre o espírito que respirava a representação do ex-marquês de Gouveia.
Não podemos, contudo, conciliar estes factos irrefutáveis com o que sôbre o mesmo assunto relata no n.ᵒ 8 das suas Noite de insónia Camilo Castelo Branco. Dá êle uma cópia da representação feita à rainha D. Maria I pelo infeliz D. Martinho, representação eloqùente, mas rastejando pelo excesso da submissão e da humildade, e acrescenta que foi seu autor o maior jurisconsulto do tempo, o grande Pascoal José de Melo, e que o mais profundo e glacial silêncio foi a resposta da piedosa soberana a tão submissa e eloqùente representação. Não nos atrevemos a destrinçar qual dos dois brilhantes e bem informados escritores se enganou. Afigura-se-nos, em vista das provas aduzidas por Latino Coelho, o qual parece ter ignorado a hipótese apresentada por Camilo, que a verdade completa está do lado do autor da História política e militar de Portugal no século XVIII. É tambêm possível que o primeiro projecto do memorial fôsse escrito, a pedido do marquês de Alorna, por Pascoal José de Melo, e que êste, conhecendo bem o espírito de intensa e vigorosa reacção, que presidia ao govêrno de D. Maria I, não quisesse, em benefício do seu cliente, empregar frases que não fôssem da mais ortodoxa submissão ao poder absoluto da monarquia. É natural tambêm que o marquês de Alorna, descontente com essa humildade extrema, que feria os seus brios de fidalgo um poucochinho rebelde, encarregasse mais tarde Francisco da Costa de apimentar um pouco mais o memorial, e no cumprimento dessa obrigação o causídico, educado na tradição liberal da jurisprudência portuguesa, empregaria então as frases que tão mal soantes parecem ter sido aos ouvidos da rainha, habituados à lisonja mais abjecta.
[80] Recollections of an excursion to the monastery of Alcobaça and Batalha by the author of Wathek.
[81] O mesmo volume atrás citado.
[82] As for king Peter, our tawny king of Spain, with his monstrous nose is quite an Adonis when compared to him. He has very hard features joined to a foolish look, and wears a very ill combed wig generally to one side, and though he never tastes wine yet to my mind he has altogether very much the appearance of a stupid old guzzling englishman about two third drunk.—Costigan, Sketches of society and manners.
[83] Beckford.
[84] Histoire de l’Autriche depuis la mort de Marie Therèse jusqu’à nos jours.
[85] Histoire de l’Autriche, etc.
[86] Beckford.
[87] «Le confesseur de la reine, le dur scholastique, instruit de l’aversion que la grande noblesse concevait à son égard, commence à se montrer plus favorable aux intérêts des seigneurs, et quelques grandes maisons cessent de tenir sur ce prélat les propos désavantageux qu’elles affectaient de publier. Mais il aura beau faire, il est en mauvaise odeur à la cour de Rome, instruite par ces nonces qu’il est opposé aux opinions ultramontaines.» Carta do abade Garnier para Simonin, 27 de Maio de 1777. Gabinete da abertura.
[88] Beckford.
[89] The huge massy dishes were brought up by a long train of gentlemen and chaplains several of them decorated with the orders of Christ and Avis. (Beckford).
[90] Beckford.
[91] Gluck e Piccini. Desnoiterres, The present state of music in Germany, etc., by the doctor Burnez.
[92] Beckford, Sketches of Spain and Portugal.
[93] Beckford, Costigan e outros.
[94] Teófilo Braga, História do teatro português do século XVIII. Burney, Present state of music in Germany state and the United Provinces. Burney fala com entusiasmo de Gizziello, a quem chama musical phenomenon.
[95] Beckford, Sketches of Portugal.
[96] Panorama, 3.ᵒ volume, 2.ᵃ série, artigo sôbre a marquesa de Alorna.
FIM