IV.
Tanto o amador melhor padece,
O trabalho por mais duro que seja,
Quanto delle o pezar mais enriquece,
A cousa que mais ama, e mais deseja.
Pois se Deos que nos Ceos, quiz que estivesse,
Naõ quer que a terra indigna mais a veja,
Possa mais o seu bem para alegrar-vos,
Do que pòde esse mal para cançar-vos.