SCENA VI
Traviata e Alfredo, depois Germano
Traviata (pelo braço de Alfredo)
É verdade, caro Alfredo, eu não sei porque motivo ao ver-me comsigo aqui, já me parece que vivo no paraiso, no ceu..
Alfredo
É tal qual como eu, desde o momento em que a vi!
Traviata
Falle, sinto prazer, em ouvir a sua voz!
Alfredo (áparte)
Santo Deus! Isto é atroz, eu não sei que hei de dizer!
Traviata
É um bem consolador, tudo acredito, prometto. (Assôa o)
Alfredo (áparte)
D'esta feita me derreto, nunca senti tal calor!
N.º 5
(Musica)
Então! então! por que rasão fica a olhar p'ra mim, cataplim, como um toleirão, rataplão?
Alfredo (áparte)
Ai, ai, ai, ai,
se o pae, se o pae
vem dar commigo aqui,
firoli,
faz-me decerto em pó,
trolóró!
Traviata
Sem medo póde responder; diga-me, oh! sim, o que quizer.
Alfredo
Deixe-me confessal-o,
senão rebento e estallo.
Sim, é de amor que meu peito palpita.
Como eu te adoro, oh cara bonita!
Mysterioso, mysterioso isto é.
O amor me torna ditoso,
oh sim, ditoso! Olari, olaré!
Ah! Traviata! (3 vezes)
Traviata!
(Alfredo cahe aos pés de Traviata. Germano entra e surprehende-os).
Germano
(Fallado) Ah! que vejo?! Que desgraça!
Alfredo
O papá! Oh! que carraça! (Levanta-se e raspa-se).