XI

Oh! por ella tambem, nesse momento,
Derramára o infeliz amargo pranto,
Se de tantos a vista a não cercasse.
A dor que o devorava, parecia
No mais intimo d'alma adormecida;
A fronte macilenta e transtornada,
Conservava-se altiva. Por mais forte,
Mais acerbo que fosse o seu tormento,
Não quizera humilhar-se na presença
D'aquella multidão que o comtemplava.
A companheira bella de infortunio,
Não se atrevia a olhar. Ao recordar-se
Das horas do passado, do seu crime,
Da vingança de um pae, do seu destino,
E sobre tudo do destino d'ella,
Não ousava lançar sobre esse rosto
A desvairada vista, receando
Que, cedendo ao remorso, revelasse
Quanto o seu coração fôra culpado.