XV

Na torre pardacenta do mosteiro,
Balançam lentamente agora os sinos,
E o som profundo e triste dentro d´alma,
Desperta dolorosos sentimentos.
Por aquelles que á sombra do cypreste,
Repousam para sempre, ou dentro em pouco
Terão de repousar, o canto funebre,
Que ouvis neste momento se desprende.
Na terra humida, e fria, eil-o de joelhos;
Ante os olhos o cepo, ao lado um padre!
Braços nus o carrasco attento espera
Pelo instante fatal; certeiro e forte,
Deve o golpe caír. Horrivel quadro!
Mas comtudo ao redor avidamente,
A turba silenciosa se reune,
Para ver, Santo Deus! no cadafalso
Por ordem de seu pae morrer um filho!