XVI
É um'hora encantada a que precede
O derradeiro adeus do sol explendido!
Na pompa de seus raios fulgurantes,
Parece escarnecer da scena horrivel
Que se aproxima de seu termo agora.
Curvado aos pés do monge, em voz sumida
Hugo profere a derradeira prece,
Prece contricta, humilde, fervorosa.
Nessa fronte inclinada e pensativa
Bate um raio de luz, porém mais vivo,
Mais brilhante reflecte sobre a lamina,
Que proxima da victima responde
Por um forte, mas lugubre, reflexo.
Como est'hora suprema é dolorosa!
O crime fôra atroz, justo o castigo;
Mas comtudo o supplicio nesse instante
Faz gelar de terror quem o contempla!