SONETO XI.
A Deos cabana, a Deos; a Deos, ó gado,
Albina ingrata, a Deos, em paz te deixo:
A Deos doce rabil, neste alto freixo
Te fica ao meu destino consagrado.
Se te for meu successo perguntado,
Não declares rabil de quem me queixo;
Não quero que se saiba vive Aleixo
Por causa de huma infame desterrado.
Se vires a Pastor desconhecido,
Lhe dize então piedoso: Ah! vaite embora,
Atalha os damnos, que outros tem sentido.
Habita nesta Aldêa huma Pastora
De rosto bello, coração fingido,
Humas vezes cruel, e as mais traidora.