ÁS ESTRELLAS
Lindas, mimosas saphiras
Que o véo da noite bordaes,
Dizei-me, estrellas, dizei-me,
Se é de amor que palpitaes?
Vós... que sempre bemfazejas,
A luz tão pura nos daes,
Não tereis lá nas alturas
Quem escute vossos ais?
Haveis de ter só por fado
Luzir, luzir, e não mais?
Não creio, estrellas, não creio.
Sois tão formosas!... amaes.
Augusto Lima, O Trovador, p. 196.