I

Eil-o, o teu defensor, oh liberdade;

Eil-o, no extremo leito! Á humanidade

O tributo pagou!

Da nobre espada á lamina abraçado,

Viveu soldado-rei, e, rei-soldado

Sobre a espada expirou.

Rasgou-lhe ovante as margens do destino;

Foi-lhe rôta bordão de peregrino

Essa espada leal!

Hoje é cruz. Do aço puro a cruz só resta,

Sentinella da campa ao mundo attesta

Que o heroe era mortal.

Os Œdipos de um drama incerto e vario

Talharam-te na purpura o sudario;

Deixaram-te ermo e só!

Salve, oh rei! Rei no solio e no abandono;

Mais rei no exilio do que os reis no throno,

Rei até sobre o pó.