MEUS ANHELOS

Se bem o digo, mulher, a hora infausta.

Em que da vida a luz primeira eu vi,

Se ao duro embate de uma cruel sorte

Até hoje, mulher, não succumbí,

O devo a ti!

Se presinto glorias n'um provir remoto,

E vejo estrada nova que não vi,

Se eu aspiro, mulher, do louro as palmas,

E ás duras provações, não esmoreci,

O devo a ti!

Se morte ingloria receioso temo,

Se a vãos perigos sempre me sorri,

É p'ra dizer-te no momento extremo:

Vivi! em vão luctei, morro por ti!

F. G. F. de Mattos, Parnaso maranhense, p. 125.