II.
ACTO DE HUMILDADE.
Ah, meu Jesus, meu amado, meu bem infinito, meu tudo! Onde estais, Senhor? Dentro do meu coração? De um coração tão ingrato, tão cheio de amor proprio, e de appetites desordenados? Quizera dizer-vos com S. Paulo: Sahi, Senhor, auzentai-vos de mim, porque sou muito indigno de hospedar um Deus de infinita Magestade. Ide habitar naquellas almas puras, que vos servem com tanto amor. Mas que digo, meu Redemptor? Não vos separeis de mim; porque se vós me deixais, fico perdido. Eu me uno a vós, vida minha: muito louco fui, Senhor, quando me apartei de vós por amor das creaturas; porém protesto agora na vossa presença, que não quero jámais separar-me de vós: o meu desejo é viver, e morrer unido a vós.
Maria Santissima, Serafins, almas que amais a Deus com puro amor, communicai-me os vossos affectos, para que eu faça a companhia, que devo ao meu amado Senhor.