V.

ACTO DE PETIÇÃO.

Alma minha, que fazes? Não percas este tempo precioso, em que pódes receber todas as graças que pedires. Não vês ao Eterno Pae, que está amorosamente olhando, e vendo dentro de ti o seu amado Filho, o objecto em que mais se compraz o seu amor? Ah! Lança fóra de ti todos os pensamentos mundanos, aviva a tua fé, dilata o teu coração, pede quanto quizeres.

Não sentes ao mesmo Juiz, que te diz: Alma, dize o que queres de mim. Eu vim para te enriquecer, e para te contentar: pede com confiança, e alcançarás quanto pedires.

Ah, meu dulcissimo Salvador! Já que viestes á minha alma para me communicardes as vossas graças, e desejais que eu vo-las peça, eu não busco, Senhor, os bens da terra, não as riquezas, não as honras, não os contentamentos do mundo: o que humildemente vos peço agora é uma grande dôr dos meus peccados; uma luz, que me faça conhecer á validade deste mundo, e o merecimento, que vós tendes para ser infinitamente amado. Trocai este meu coração em tudo conforme à vossa santissima vontade; um coração, que não busque mais que o vosso agrado, que não aspire mais que ao vosso santo amor. Eu não mereço isto, mas vós o mereceis, ó meu amado Jesus. Eu vo-lo peço pelos vossos merecimentos, e da vossa purissima Mãe e pelo amor que tendes a vosso Eterno Pae.

Aqui poderá pedir qualquer outra graça particular para si, e para o proximo

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Não se esqueça dos peccadores, e das almas do Purgatorio, e rogue tambem por mim

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RELIGIOSOS PROTESTOS