PREFACIO
Em pouco mais de dous annos esgotou-se a sexta edição de Innocencia e a setima; os dous mil e quinhentos exemplares impressos em meiados de 1903 espalharam-se com relativa rapidez attendendo-se ao facto de que o romance appareceu em 1873 e que a procura de livros no Brazil infelizmente ainda não é das maiores.
Nos ultimos dous annos foi Innocencia muitas vezes publicada em folhetim por periodicos brazileiros e portuguezes; em volume porem só temos conhecimento de duas edições novas; uma allemã, da traducção de Karl Schuler, illustrada por Max Tilke e impressão da casa D. Dreyer & Comp. de Berlim e outra da versão japoneza de Kawana Kwandzo pela revista Fastos Japonezes.
Actualmente conta pois a formosa novella oito traducções enfeixadas em volume das quaes, duas francezas, duas allemãs, uma ingleza, uma hespanhola, uma italiana e uma japoneza; existindo alem dessas, publicadas na imprensa uma em polaco e outra em dinamarquez.
É provavel que brevemente appareça mais uma edição ingleza de nova versão dedicada ao Conselheiro José Antonio de Azevedo Castro, padrinho do livro, a quem o Visconde de Taunay dedicava a mais extremada amizade e affeição retribuida da mais forte maneira.
Soffreram os primeiros capitulos da presente edição ligeiros retoques, á vista de originaes deixados pelo autor e que infelizmente não estiveram ao alcance do revisor da sexta.
O nome dos acreditados livreiros editores Srs. N. Falcone & Comp. é um cunho da elegancia da factura do livro.
S. Paulo, Dezembro de 1905.
... Innocencia. Este livro terá longa vida, do mesmo modo que se póde, ainda hoje, viajar a Escossia com as novellas de Walter Scott por guias.
FRANCISCO OCTAVIANO.