Como alguem que ficou deslumbrado de tudo,

Sem comparar, nem reflectir.

Entre as azas do insecto, a voltear no espaço,

Uma cousa lhe pareceu

Que surdia com todo o resplendor de um paço

E viu um rosto, que era o seu.

Era elle, era um rei, o rei de Cachemira,

Que tinha sobre o collo nú,

Um immenso collar de opala, e uma saphyra

Tirado ao corpo de Vischnu.