E com teu vasto oceano?

Tu és um grão d'areia arrebatado
Por esse immenso turbilhão dos mundos
Em volta de seu throno levantado
Do universo nos seios mais profundos.
E tu, homem, que és tu, ente mesquinho

Que soberbo te elevas,

Buscando sem cessar abrir caminho

Por tuas densas trevas?

Que és tu com teus imperios e colossos?
Um átomo subtil, um froixo alento:
Tu vives um instante, e de teus ossos
Só restam cinzas que sacode o vento.

Mas ah! tu pensas, e o gyrar dos orbes

Á razão encadeias;

Tu pensas, e inspirado em Deus te absorbes

Na chamma das ideias: