Alegra-te, immortal, que esse alto lume
Não morre em trevas d'um jazigo escasso!
Gloria a Deus, que n'um átomo resume
O pensamento que transcende o espaço!
Caminha, ó rei da terra! se inda és pobre,
Conquista aureo destino,
E de seculo em seculo mais nobre
Eleva a Deus teu hymno!
E tu, ó terra, nos floridos mantos
Abriga os filhos que em teu seio geras,
E teu canto d'amor reune aos cantos
Que a Deus se elevam de milhões d'espheras!
Dizem que já sem forças, moribunda,
Tu vergas decadente:
Oh! não, de tanto sol que te circumda
Teu sol inda é fulgente.
Tu és joven ainda: a cada passo
Tu assistes d'um mundo ás agonias,
E rolas entretanto n'esse espaço
Coberta de perfumes e harmonias.
Mas ai! tu findarás! além scintilla