Hoje um astro brilhante;

Ámanhã eil-o treme, eil-o vacilla,

E fenece arquejante:

Que foi? quem o apagou? foi seu alento
Que extinguiu essa luz já fatigada;
Foram seculos mil, foi um momento
Que a eternidade fez volver ao nada.
Um dia, quem o sabe? um dia, ao pêso

Dos annos e ruinas,

Tu cahirás n'esse vulcão accêso

Que teu sol denominas;

E teus irmãos tambem, esses planetas
Que a mesma vida, a mesma luz inflamma,
Attrahidos emfim, quaes borboletas,
Cahirão como tu na mesma chamma.
Então, ó sol, então n'esse aureo throno

Que farás tu ainda,

Monarcha solitario, e em abandono,