Felisberto.—Bem, bem approvado... não... estive quasi a sel-o, mas afinal reprovaram-me.
Gertrudes.—Ih! como o patrão vae ficar zangado comsigo!
Felisberto.—Oh! mas é que eu não lhe digo a verdade, era o que faltava. Para elle me diminuir a mesada ou não me dar a mão da menina Elvira, que eu amo tanto.
Gertrudes.—Pois para conseguir isso tudo, precisa agradar muito ao patrão, aliás é capaz de dar o dito por não dito. E o senhor fica a chuchar no dedo a respeito de noiva...
Felisberto.—Oh! hei de fazer todo o possivel para agradar ao meu tutor. Principiarei por dizer-lhe que fui approvado nos meus exames.
Gertrudes.—Isso não basta, é preciso muito mais.
Felisberto.—Muito mais?
Gertrudes.—Sim, por exemplo: ser hypnotisador.
Felisberto (admirado.)—Hein? Mas que diabo é isso, já ha boccado o Simplicio me disse que o meu tutor estava um pouco hypotismado!... Não percebo nada.
Gertrudes.—Pois o sr. não sabe que está em Lisboa um celebre doutor hespanhol que dá sessões de hypnotismo no salão da Trindade?