Simplicio.—Sim, senhora, (ap.) Vou ver se apanho o sol. (Sae)
Elvira.—Sou muito infeliz, Gertrudes.
Gertrudes.—Seu pae continua a teimar no casamento com o pupillo?
Elvira.—E ainda mais, agora como anda com a mania do hypnotismo, quer á viva força hypnotisar-nos a todos, e mandou vir o Felisberto para aqui passar as férias. Diz elle, que, como esse rapaz é estudante ha de perceber alguma coisa de hypnotismo e poderá illucidal-o sobre o modo de nos hypnotisar.
Gertrudes.—O patrão tem macaquinhos no sotão!
Elvira.—Por mais que eu lhe diga que não amo esse rapaz, teima sempre em que hei de casar com elle.
Gertrudes.—E que ha de a menina fazer?
Elvira.—Era isso mesmo que eu vinha perguntar-te. Tu que me és tão dedicada, has de descobrir um meio de me livrar d'esse maldito Felisberto.
Gertrudes.—Eu?... (pensando) Ah! já sei! Diga-me uma coisa, o sr. Felisberto julga que a menina o ama e annue ao casamento, não é verdade?
Elvira.—Sim, porque meu pae é quem dita as cartas e tem-me obrigado a dizer sempre o que não sinto e que o meu coração repelle.