Gertrudes—Sim, a menina ou qualquer outra pessoa.
Elvira.—Mas não comprehendo...
Gertrudes.—É facil. O patrão fica muito contente com esta confissão, visto que actualmente todo elle é hypnotismo. Ha de pedir ao pupillo que proceda a uma experiencia. Elle, ainda aconselhado por mim, escolhe de preferencia a menina para a experiencia.
Elvira.—Mas, eu...
Gertrudes.—Presta-se a isso, depois de mostrar uma certa hesitação. Elle começa a fazer uns certos gatimanhos... a menina adormece, elle julga que isto é para agradar ao sr. Venceslau...
Elvira.—Mas...
Gertrudes.—Qual mas, nem meio mas; depois a menina continua a dormir... a fingir, já se sabe... e não acorda nem á mão de Deus Padre. O sr. Felisberto vê-se em maus lençoes para conseguir tornal-a a si, a menina não cede... ainda mesmo que elle a assopre... dorme sempre... O patrão impacienta-se. Eu começo a fazer uma lamuria de mil diabos:—ai! a minha rica menina que fica hypnotisada para sempre! O patrão grita. O pupillo de seu pae arranca os cabellos... E quando todos estão no cumulo do desespero...
Elvira—Que fazes tu?...
Gertrudes.—Que faço?... Salvo a situação lembrando o sr. Anacleto, que é só quem póde salvar a menina, fazendo-a acordar...
Elvira.—E Anacleto?...