O velho, tentando erguel-o, disse, com as lagrimas rolando pelas faces enrugadas:
—Levante-se! Que Deus lhe perdôe, assim como eu lhe perdôo.
O brazileiro ergueu-se, e, com voz trémula o angustiada, perguntou:
—Helena para onde foi?!{142}
—Helena foi procurar a felicidade que o senhor lhe não podia dar. Morreu para mim e para o mundo.
—Para um convento?!...
—É verdade! E meu filho partiu na companhia d'ella com tenção de embarcar para o Brazil. Acompanhou-os o nosso bom e santo prior, que prometteu internal-a n'um recolhimento.
—Oh! Isto e cruel!
—Sim! É cruel, para um pae que, d'um instante para outro, se vê privado da companhia de seus dois queridos filhos. Um, para nunca mais voltar. Outro... quem sabe?! Talvez tambem para nunca mais me tornar a vêr, nem voltar a esta casa onde viveu vinte e cinco annos tão feliz e contente!
Os dois choravam. O brazileiro não ousou interromper as lamentações do velho, que proseguia: