*
* *
O brazileiro, como um allucinado, penetrou no páteo do tio Alamêda.
Parou, olhou em roda, e não viu ninguem. Chorou então ao vêr-se só n'aquelle recinto, onde cada objecto despertava na sua memoria uma saudade do dia em que pela primeira vez alli entrou, e arrancava ao seu coração uma gotta de sangue que lhe assomava aos olhos transformada n'uma lagrima.
A porta da casa estava fechada; e elle, não podendo resistir á desolação do seu coração, sentou-se no tronco d'uma oliveira que estava estendido no pateo. Appoiou a fronte sobre as mãos e deu curso ás lagrimas que lhe affluiam aos olhos..............
Meia hora depois, sentia que lhe tocavam n'um hombro.
Olhou, e viu na sua frente, ao pé de si, o tio Alamêda, a olhal-o com um olhar velado por uma profunda angustia e cheio de ternura.
Instinctivamente, estendeu para o velho os braços e cingiu-lhe os joelhos, proferindo estas palavras com desalento:
—Perdão! Perdão para um infeliz!