—Ah! Ah! Ah! Sempre gostava de vêr isso!
O João da Alameda levantou-se colerico sem attender aos rogos dos circumstantes nem ao gesto da Maria Luiza que, a tremer, lhe puxou pela jaqueta.
Os rapazes imitaram-no levantando-se promptamente, e seguiram-no dispostos a expulsar o insolente para evitar algum dissabôr maior.
O João dirigiu-se ao atrevido e este, na occasião em que elle estava a dois passos, atirou o gabão ao chão, dizendo risonho:
—Olá, patrão?
O João da Alameda, vendo na sua frente Paulo, deteve-se como se uma visão lhe houvesse de repente apparecido.
Ficou-se a olhar para elle, e todos com palmas, gargalhadas e motejos inoffensivos, o decidiram a voltar para o seu logar.
—Boa partida! Ah! Ah! Ah! gritavam de todos os lados.
—Olha o espertalhão do rapaz!
O Paulo ria-se e foi-se sentar junto do monte de milho, contente com a sua brincadeira que fez «ir á serra» o filho de seu amo.{46}