—Nove vintens! Não ha coisa mais barata! Eu não a fazia nem por nove mil reis!
—Mas comial-a de graça, mesmo assim crúa!
—Coma-a você. Não sou seu irmão. Nove vintens!... Nove!... Nove... uma. Nove... duas. No...
—Cento e oitenta reis! gritou um, meio chocarreiro.
—Cento e oit...—Vá p'r'ó diabo! São os mesmos nove vintens. Quem dá mais? Nove... uma. Nove... duas. Nove...
—Abóboras?
—...tres!—Vá p'rá missa.—Assentem alli ao snr. Manuel da Silveira.
Vieram depois mais aboboras, cujo leilão decorreu sempre no meio de inoffensivas zombarias do mesmo theor.
Cebôlas, borôas, garrafas de vinho fino, pés de porco, tudo appareceu no leilão.
—Ora até uma gallinha cá appareceu! Cinco tostões! Se ninguem a comprar fico eu com ella.