—Para comer, ainda hoje, mais a sua Francisca, hein?...{61}

—Tomaria você que eu o convidasse tambem. Cinco tostões!

—Seis!

—Seis tostões! Está pezadinha. Seis tostões e meio a mim!

—Sete tostões.

—Sete! Mau! Já não fico com a gallinha!

—Veja se tem ovo. Se tiver, dou mais dez reis.

—Não metto o dedo onde você costuma metter o nariz. Sete tostões! Sete! Sete tostões, uma. Sete... duas. Sete... sete... tres! Acolá ao tio Manuel Joaquim.

Chegou a voz ás quinquilharias e brinquedos. Appareceu um caixinha coberta de setim, fechada.

—Que linda caixinha! dizia o pregoeiro mirando-a por todos os lados. Parece que foi feita por mãos de fada! Não vale menos de cinco tostões. Está fechada e deve ter qualquer coisa bôa cá dentro!