—Abra! Abra! Queremos saber o que tem dentro!

—Querem saber?! Comprem-na! Vale bem cinco tostões e... e... tres—vá lá!—pelo que tiver.

—Nove tostões! gritou de longe uma rapariga.

—Ah! Estás com o olho nella? Não que ella é bonita, lá isso é! Nove tostões!... Nove tostões!...

—E meio, disse o snr. Silveira.

—Nove tostões e meio! Só o setim vale o dinheiro. Depois, isto cheira a... cheira a não sei ao quê que tem cá dentro...

—Dez tostões! repetiu a mesma rapariga.

—Estás morta por ella, diabo! Deixa estar, que se a não comprares, hei-de dar-te uma caixinha mais linda que esta. Dez tostões!

—Mais um vintem, disse o snr. Silveira.{62}

—Dez tostões e um vintem! berrava o pregoeiro, mostrando a caixa para todos os lados.