—Helena! chamou o velho ao chegar a casa. O{96} sr. Velloso almoça hoje comnosco. Prepara-lhe o almoço.

Helena viera lesta ao chamamento do pae e recebeu com um encantador sorriso o seu hospede que, levando a mão ao chapeu, a cumprimentou com uma mesura envolvendo-a num olhar de sympathia.

O tio Alameda conduziu-o á sala, onde conversaram emquanto Helena, coadjuvada por Julia, prepara um succulento fricassé com ovos e linguiça.

Ás oito e meia chegavam João e Paulo do trabalho, jaqueta ao hombro, as calças empoeiradas.

—Helenasinha, perguntou João entrando alegremente na cosinha; está prompto o almoço?

—Sim senhor.—E acrescentou a meia voz: temos cá hoje um hospede para almoçar.

—Um hospede? E quem é?

—O brazileiro, o sr. Velloso.

—O sr. Velloso?! E a que proposito vem esse homem almoçar hoje cá?!

—Oh! parece que não ficaste contente! respondeu contristada. Estás zangado com elle, João? perguntou com visivel anciedade.