«Para celebrar a imorredoura memória, do Infante D. Henrique, nada encontro melhor, do que, transcrever, a estância de Camões, que serve de epígrafe à excelente e benemérita, tradução, do notável livro de Major».

Leram? Que indigência de frase e que pontuação! Um estudantinho imberbe não escreveria aquilo.

E eis aí, a ligeiros traços, a vera efígie de sua majestade o Snr. D. Carlos. Quem a olhar, exclamará por fôrça: Viva a República! Nesta agudíssima crise nacional a república é mais do que uma simples forma de govêrno. É o último esfôrço, a última energia, que uma nação moribunda opõe à morte. Viva a República! é hoje sinónimo de—Viva Portugal!

Notas:

[1] Há excepções individuais, claramente. A fisionomia geral, no entanto, é aquela.

[2] Se o Nazareno, entre ladrões, fôsse hoje crucificado em Portugal, ao terceiro dia, em vez do Justo, ressuscitariam os bandidos. Ao terceiro dia? que digo eu! Em 24 horas andavam na rua, sãos como pêros, de farda agaloada e grã-cruz de Cristo.

[3] Continuaria a haver algumas dúzias de republicanos, por coerência, brio pessoal ou teima doutrinária. O espírito republicano que alastrou no país, esse extinguia-se, ou antes não se tinha gerado.

[4] Um rei segundo a Carta, entende-se.

[5] É meia consciência por habitante. Talvez excessivo.

[6] Irresponsável segundo Lombroso, não segundo a Carta.