MAGNUS, com gravidade:

É urgente:
Salvamo-nos…

OPIPARUS, acendendo um charuto:

Perdendo a honra… felizmente!
Inda bem! inda bem! vai-se a ária das Quinas

MAGNUS, convicto:

Glorioso pendão sôbre um castelo em ruínas…

OPIPARUS:

O pendão! o pendão!… um trapo bicolor,
A que hoje o mundo limpa o nariz… por favor.

CIGANUS:

Emquanto a mim, que levem tudo, o reino em massa,
Pouco importa; o demónio é que o levem de graça.
Mas agora acabou-se!… e, em logar de protesto,
Vejamos antes se o ladrão nos compra o resto…
Um bom negócio… hein?!… manobrado com arte…