Um bacamarte! uma clavina! uma escopeta!…
Cheguem daí… salta depressa uma escopeta!
Salta depressa! que vão ver como rebento
Às escuras aquela águia… É num momento
Já duma ocasião, (que pontaria a minha!)
Com um balásio matei oito: iam em linha.
A escopeta, marquês!

CIGANUS:

Não lhe serve de nada;
É a bandeira do castelo. Uma rajada
Sem dúvida, Senhor, quebrou o mastro e leva
Num frangalho o pendão errante pela treva.

OPIPARUS:

Óptimo! de manhã flutuará no baluarte
Pendão novo. Tem cinco quinas o estandarte;
Uma quina de mais; suprime-se, é evidente:
Nos baralhos, Senhor, há quatro únicamente.

O navio fantasma, que levantou ferro, desaparece ao longe.

O DOIDO, na escuridão:

Ó nau gigante, ó nau soturna,
Galera trágica e nocturna,
Que levas, dize, no porão?…

O vento chora sôbre o mundo,
Chora de raiva o mar profundo…
Que levas, dize, no porão?…

A lua, aziaga e macilenta,
Olha-te exânime e sangrenta…
Que levas, dize, no porão?…