Tem um pé de jatobá.
Não ha nada mais pió
Ai, siá dona,
Do que um home se casá.
3. Desafio dos cururueiros
| homem | Eu passei o Parnahyba, Navegando numa barça, Os peccados vem da saia, Mas não pode vir da carça. | mulher | Dizem que a muyé éfarça Tão farça como papé, Mas quem vendeu Jesus Christo. home, não foi muyé. |
4. | 7. | ||
| Quando mozo vai ni rua, Camiza cheia di renda. Quitanda sei a qui reva: Por fóça que acha venda. | Zi eu vi, ũabaráta No capóte di vóvó, Quando eu fui prá pegálla Báteu ázas e vóó. | ||
5. | 8. | ||
| Zi criorinha dim Ba'ía. Za não come bacai'ao; Come só óvátáfá Cucu, farinha di páo. | MinhaAvó quando é di noite Custumava-se a banhá, Quando entra na gaméra Começa rogo a chorá...! | ||
6. | 9. | ||
| Zi criorinha dim Ba'ía Quando vai lává ó má, Deixáram as água turva, Sendo ellas um cristá. | Zi um gustinholhe quero dá Dá minha bunda quábráda Québra a bunda, mexe bunda Québra a bunda de Sinhá. | ||
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10. | |||
O negratráscafé, chá epão torrado, | |||
11. | 15. | ||
| Minha mulatinha, Meu muracujá A maré é boa, Vamous embarcá Á beira do rio, Á borda do má: Eu sou artilheiro Que sei atirá. Peixinho do rio, Camarão do má: Minha mulatinha Diz-me o teu nome. —Eu mi chamo botão Do calção do home. | Sô Manédiz que não qué Que o rato caia no mé, As alegria dos Cabanos É matá os pápa mé. Olé!Olé! | ||
16. | |||
| Esta vai por despedida Por dentro d'esta liminha. Ora viva Sinhá Dona Sinhá Insolencia Zephina. | |||
12. | Marca o passo,moça, barabos! | ||
| —Chiáu,órapariga! —Que pede, ó sinhó! —Chiáu quer vir cumigo? —Sen surda, sinhó, —Chiaú, eu do dinheiro, —Percebo, sinhó. —Então, ven ja cumigo. —Já, já, vou, sinhó. | 17. | ||
| Minha caboca bónita Sapateia no tijolo, Que a barra do teu vestido É prata e parece ouro. | |||
13. | 18. | ||
| —Minha gentenão inore Este meu cantar baixão! Estou com o peito cerrado. D'um marvado catarrão. —Senhô mestre cantadô, Ai que me mandou cantá, Quero que me dê por conta Ai os peixe que tem no má. Ai os peixe que tem no má Carrego no meu chapéo, Ai quero que me dê por conta. Ai as estrellas que tem no céo. —Você me mandou cantá Ai pensando que eu não sabia, Eu não sou cumo a cigarra Que no cantá leva o dia. | Ai a viola está com fóme E a prima está c'uma dô, Minha gente venhão vê Que bahiano gemedô. | ||
19. | |||
| Diga lá, Senhó Doutô, Que aprendeu a lussophia, Qual é a ave que avôa E que dá leite quando cria? | |||
20. | |||
14. | Por favô, Senhô doutô, Me adecifre esta conta Vinte e cinco guardanapos Com dois gintem em cada ponta? | ||
| Ai! sô mestre cardereiro Metta a mão na mêladura, Que a canna do Lavradô Só que dá é rapadura. | Sim senhô, eu advinho Sem fartá nem um dé réis, Doze pátacas e meia Vem a ser quatro mim réis. | ||
6. Dialecto portuguez de Ceylão ou indo-portuguez
O sermão riba do Montanha
Ne Evangelho de São Matheus
Capitulo V [4]