6. Lacticinios, taes como manteigas, queijos, requeijões, travia (requeijão com soro da Beira).

7. Doces caracteristicos de localidades, taes como arrufadas de Coimbra, biscoitos de Vallongo, biscoitos leves de Coimbra, bolo de folhas de Olhão, bolo podre do Alemtejo, celestes de Santarem, falachas (bolos de castanhas) da Beira, fructos doces de Coimbra, Elvas, Evora, etc., manjar branco de Cellas (Coimbra), marmelada de Odivellas, morgado de Beja e Faro, murcellas de Arouca, ovos molles de Aveiro, palitos e biscoitos de Oeiras, pão de ló de Margaride, pasteis de Coimbra, de Tentugal, etc., queijadas de Thomar, de Cintra, do Funchal, rolos de Olhão, suspiros e ais de Paços de Arcos, toicinho do céu de Murça, trutas de Olhão, pasteis de feijão de Torres Vedras, presunto de ovos do Alemtejo, areias de Cascaes, sardinhas de Vianna do Alemtejo, alcamonia de Lisboa, figos d'ovos de Portalegre, fartens de diversas localidades (Coimbra, etc.,) bolos de mel do Funchal, nabada de Semide.

Doces proprios de certas festividades: broas (Lisboa, etc.), rabanadas (Porto, etc.) do Natal, amendoas da semana santa, folares (com ou sem ovos) da Paschoa; figuras de farinha representando homens, animaes (o gallo com pennas tendo no ventre uma noz) do domingo de Paixão; fogaças de romaria. Vid. grupo X.

8. Bebidas mais usadas.

9. Litteratura da alimentação popular portuguesa, comprehendendo o estudo dos usos e superstições que se lhe ligam.

*Grupo III*

A habitação e em especial a habitação rural e suas dependencias

1. Planos topographicos de aldeias indicando:

a) A sua situação geographica, os accidentes do solo, ribeiros, rios, lagoas, pantanos, collinas, montes da vizinhança, caso os haja, etc.;

b) A posição dos pateos, saguões, estrumeiras (montureiras), curraes, cavallariças, ovis, estabulos, cabris, apriscos, bardos, furdas, abegoarias, arribanas, pocilgas (cortelhos), cortinhos, córtes, chiqueiros, enxurdeiros, pateos, quintans, quinteiros, cabanaes, ruas, eidos, hortas, quinchosos (quinchorros), enxidos, soutos, sequeiros (vardias);—direcção e frontaria de cada construcção, posição da igreja, capella ou ermida, dos moinhos, azenhas, caminhos, lameiros, devesas, etc.